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Bebé-dragão da Escola Gustave Eiffel em competição mundial de robótica

Grupo de 18 alunos vai até à Áustria com o objectivo de realizar demonstrações de robótica em escolas

A equipa da Gustave Eiffel foi apurada como representante de Portugal na prova de dança no campeonato nacional que se realizou recentemente. O grupo é composto por alunos dos pólos do Entroncamento, Queluz e Amadora.

Edição de 20.05.2009 | Sociedade
A Escola Profissional Gustave Eiffel, composta por pólos de ensino no Entroncamento, Amadora e Queluz, vai participar no “Robocup 2009”, uma competição mundial de robótica que decorre na Áustria entre 29 de Junho e 5 de Julho. Os alunos competem na prova mundial de robótica (vertente dança) com um robô que simboliza um bebé-dragão e o seu ninho. No dia 5 de Julho, este robô irá interagir com duas alunas numa coreografia inspirada no imaginário do Cirque do Soleil.A equipa da Gustave Eiffel foi apurada como representante de Portugal na prova de dança no campeonato nacional que teve lugar em Castelo Branco nos dias 9 e 10 de Maio. A competição mundial foi criada por um grupo de investigadores, visando a promoção do estudo e desenvolvimento de protótipos de inteligência artificial no sentido do desenvolvimento desta área científica. A primeira edição teve início em 1997 em Nagoya, no Japão e, desde então, realiza-se todos os anos, sempre em países diferentes. Segundo Maria de Fátima Roldão, responsável da Direcção Pedagógica da Escola Profissional Gustave Eiffel do Entroncamento, a equipa é composta por 18 alunos, com idades entre os 15 e os 18 anos, vindos dos três pólos, dos cursos de Electrónica de Automação e Controlo (Amadora), Animação Sociocultural (Entroncamento) e do curso de Multimédia (Queluz). O projecto, inserido no Núcleo de Investigação e Desenvolvimento da escola, foi construído de raiz pelos alunos e começou a ser desenvolvido no início do ano lectivo. Primeiro trabalharam a ideia e no final, como se trata de uma prova de dança, escolheram a coreografia que melhor se adaptava. O dragão é movido através de um sistema de locomoção omnidireccional com três motores. Contém diversos sensores de orientação como uma bússola para orientação no palco. O facto do projecto ser integrado por alunos de três cursos distintos possibilitou a troca de ensinamentos entre os mesmos. Todos os alunos aprenderam, por exemplo, a cuspir fogo (embora no dia da prova não o façam por questões de segurança), a manusear diverso material de circo, a programar um robô ou a construir um website. O protótipo contou com a coordenação dos professores Eduardo Pinto (Electrónica), Paulo Gonçalves (Multimédia), Susana Ferreira (Animação Sócio-Cultural), Paulo Ernesto (Química) e Sónia Santos (Inglês).“Os alunos vêem-se envolvidos no projecto desde a sua criação até à própria selecção das músicas e, por este motivo, sentem-se bastante motivados”, aponta Eduardo Pinto que lecciona as disciplinas na área de sistemas digitais, robótica e automação. Para que tudo ficasse pronto a tempo e horas trabalharam de forma incansável nos últimos três meses. “Chegaram a fazer directas. O stress envolvido é muito grande”, atesta o responsável. A equipa da Gustave Eiffel que vai representar Portugal é apoiada pelo Programa Ciência Viva. Desloca-se até à Áustria via terrestre, atravessando vários países europeus onde serão realizadas demonstrações de Robótica em escolas-parceiras no âmbito de um outro projecto internacional, o Comenius, nomeadamente na França, Alemanha e Áustria. O pólo do Entroncamento da Escola Profissional Gustave Eiffel conta, neste momento, com 270 alunos. Lecciona os cursos de ensino profissional de nível 3 (que dão equivalência ao 12.º ano) de Técnico de Construção Civil, Técnico de Higiene e Segurança do Trabalho e Ambiente, Técnico de Gestão de Equipamentos Informáticos, Técnico de Gestão, Técnico de Apoio à Infância e Técnico de Protecção Civil. A partir do próximo ano lectivo, a matrícula e a frequência são totalmente gratuitas, ou seja, não há lugar ao pagamento de quaisquer propinas.

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