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Técnicos nas extensões de saúde da Lezíria para libertar médicos para consultas

Medida visa evitar encerramento de unidades e aumentar a capacidade de assistência

No agrupamento de saúde da Lezíria do Tejo, que agrega seis centros de saúde, existem 118 mil utentes dos quais cerca de 30 mil não têm médico de família.

Edição de 21.05.2009 | Sociedade
A directora executiva do agrupamento de centros de saúde da Lezíria do Tejo, Luísa Portugal, pretende colocar técnicos de saúde, como fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais, além de enfermeiros, nas extensões de saúde. No âmbito de uma reorganização dos serviços que está a ser preparada, e perante a falta de médicos, a medida visa evitar o encerramento destas unidades e permitir uma assistência mínima às populações das zonas rurais. O que se pretende também, diz Luísa Portugal, é que os médicos de família se concentrem apenas nos actos exclusivamente clínicos, libertando-os de tarefas que lhes ocupam tempo e que podem ser feitas por enfermeiros ou dietistas, por exemplo. “Há uma grande dispersão de locais de atendimento, com extensões que servem 600 ou 800 pessoas e nestes casos as consultas médicas podem ser concentradas noutras unidades mais próximas”, explica. Com isto poupa-se tempo com as deslocações dos clínicos e optimizam-se os serviços. A directora do agrupamento - sedeado no Centro de Saúde de Almeirim e que abrange além deste os centros de Chamusca, Alpiarça, Coruche, Salvaterra de Magos e Benavente - pretende também reorganizar a assistência nos Serviços de Atendimento Permanente (SAP) e Atendimento Complementar (AC), destinado às pessoas que não têm médico de família ou que precisam de um atendimento mais urgente. A proposta passa por retirar os horários dos médicos de família nestes serviços e concentrá-los nas consultas aos utentes dos seus ficheiros e contratar clínicos a empresas para assegurarem os SAP e AC. Esta reorganização visa aumentar a qualidade do serviço numa área com 118 mil utentes inscritos nos centros de saúde, dos quais cerca de 30 mil não têm médico de família atribuído. Existem no agrupamento 51 médicos e 96 enfermeiros. Se ao nível dos enfermeiros a situação não é grave, já quanto aos clínicos são necessários neste momento mais 12 para garantir uma assistência de qualidade. Mas a situação pode complicar-se daqui por cinco anos porque alguns médicos têm mais de 50 anos e nessa altura podem reformar-se. Neste momento os centros que estão em pior situação por falta de médicos são os de Chamusca e Alpiarça. Neste último concelho há dois médicos para oito mil utentes. Em Almeirim a situação não é tão grave, mas complicou-se nos últimos meses com a entrada na reforma de um médico e da situação de baixa clínica prolongada de outro. Neste centro de saúde que agrega quatro extensões estão ao serviço oito médicos para um total de 28 mil utentes. O que dá 3500 utentes para cada um, quando o rácio deve ser de um clínico para 1.500 inscritos. Está ainda a ser preparada a reorganização dos serviços administrativos dos seis centros de saúde, retirando-lhes a carga burocrática que será concentrada nos serviços administrativos do agrupamento.

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