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Nersant suspende participação no Gabinete de Crise do Governo Civil

Associação empresarial considera que estratégia dos sindicatos no caso Platex é de “elevado risco”
Edição de 27.05.2009 | Economia
A Associação Empresarial da Região de Santarém - Nersant considera de "elevado risco" a estratégia dos sindicatos no caso da IFM/Platex lamentando que "legítimos conflitos laborais" sejam transformados em "acções de grande impacto mediático, mas comprometedoras da viabilidade das empresas".Em comunicado, a direcção da Nersant anunciou a suspensão da sua participação no Gabinete de Crise criado no Governo Civil de Santarém para acompanhar a situação nas empresas de maior relevância durante este período de recessão, por considerar que esta não conseguiu "enquadrar a resolução do problema da Platex e evitar a agudização do conflito provocado por razões e objectivos que mais tarde se tornarão claros".A Nersant receia que a estratégia seguida pela União dos Sindicatos de Santarém (USS-CGTP), que tem também assento no Gabinete de Crise, no caso da Platex "possa ser seguida noutras empresas que apresentam problemas ainda mais graves" que os da Indústria de Fibras de Madeira (IFM/Platex).Os trabalhadores da IFM/Platex mantiveram-se à entrada da empresa durante uma semana, tendo-se deslocado segunda-feira aos ministérios da Economia e do Trabalho, em Lisboa, para receberem garantias de apoios à viabilidade da empresa e manutenção dos postos de trabalho.Para a Nersant, seja qual for a saída encontrada para a empresa ela "servirá para aferir a posição da banca na resolução dos problemas das empresas, a eficácia e disposição do Governo e dos instrumentos por ele criados para atenderem à viabilização das empresas de bens transaccionáveis", bem como a estratégia das estruturas sindicais.A associação empresarial realça a importância "económica e social" da IFM/Platex (Tomar) no distrito de Santarém, referindo o volume de vendas da ordem dos 23 milhões de euros, os quase 60 por cento de exportações e o facto de se situar num concelho que tem sido "particularmente dilacerado com os efeitos da actual recessão económica"."É a última unidade industrial que resta do antigo grupo empresarial Mendes Godinho, o qual deixou um marco na história empresarial desta região", afirma o comunicado, realçando o historial de "práticas de concertação e enquadramento de relações laborais que não faziam prever a agudização e dimensão deste conflito".Frisando que as empresas de bens transaccionáveis "irão constituir o instrumento privilegiado de saída da actual recessão", a Nersant afirma que estas "sofrem desde há oito anos uma depreciação contínua das suas margens operacionais", dificuldades que se agravaram com a actual crise financeira. "À escassez de crédito e ao aumento do custo do capital, juntou-se, infelizmente, uma crise de mercado. A Platex viu o seu principal cliente deixar de efectuar encomendas e assistiu a uma enorme contracção dos seus mercados de exportação (Finlândia, Inglaterra, Espanha e Itália). Com esta situação não há milagres em gestão", afirma, declarando a sua "solidariedade" para com o presidente do Conselho de Administração da empresa, Jorge Themudo Barata.A associação afirma que "nunca deixará de assumir uma posição de clara e inequívoca defesa dos empresários, que tenham manifestado vontade e esforço para encontrar soluções para manter as suas empresas em funcionamento".

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