uma parceria com o Jornal Expresso

Edição Diária >

Edição Semanal >

Assine O Mirante e receba o jornal em casa
30 anos do jornal o Mirante

Dez anos à espera que a Brisa assuma responsabilidade pela morte da filha

Edição de 27.05.2009 | O Mirante dos Leitores
Há uns anos, num país africano, estava eu observando um cão que apresentava algumas dificuldades motoras, por via de uma lesão bem visível numa das patas e aparentava um ar escanzelado, fruto, presumivelmente, da escassez de alimento. Dei por mim a pensar que o animal tivera o duplo azar de, por um lado ter nascido cão e, por outro, logo em África.Ao ler esta notícia, dei por mim a pensar que António Oliveira Luís, à semelhança do cão africano, teve um duplo azar, embora aqui a dimensão da tragédia seja incomensuravelmente maior. Por um lado, experimentou a violência da perda súbita de um ente querido, por outro aconteceu-lhe em Portugal.É inaceitável que um cidadão vítima de um acontecimento trágico que, de repente, o priva da companhia de uma filha, no auge da sua juventude e com largos e promissores anos à sua frente, tenha de esperar 10 anos para que se apurem os responsáveis e, dessa forma, possa sentir o sentimento de dever cumprido, junto da memória da malograda Sónia.Compete aos Tribunais, de forma implacável e, principalmente, célere, sentenciar das responsabilidades da empresa concessionária da auto-estrada. A menos que o javali usasse pára-quedas, não é crível que tivesse nascido ali de geração espontânea. Essa mesma Instituição de Justiça deverá determinar a forma mais adequada de ressarcir o pai pela perda irreparável da sua filha.Já agora, seria recomendável que o Tribunal pudesse contrariar as medidas dilatórias dos vários intervenientes que, parece, querem eternizar um problema que provoca problemas traumáticos ao cidadão que, no meio disto tudo, é o que mais sofre e o que menos culpa tem.Francisco Gonçalves

Comentários

Mais Notícias

    A carregar...