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O controlo ideológico nas escolas de aprendizes da CP no Estado Novo

Edição de 27.05.2009 | O Mirante dos Leitores
Entrei a CP em 1959-10-01 e imediatamente na Escola de Aprendizes do Entroncamento tendo, no último ano (1961/1962), frequentado a escola do Barreiro. Ainda garoto já lutava contra a repressão e cheguei a sair das instalações do Barreiro por entre alas de agentes da GNR de pistolas-metralhadoras apontadas às nossas barrigas. Saí da CP em 1969 para poder continuar a minha formação em engenharia. Fiz 25 anos sindicalismo onde tive que desenvolver lutas terríveis e muito desiguais. Estamos conversados sobre assunto.Ao ler as considerações do Sr. Prof. Henrique Leal no colóquio cuja reportagem O MIRANTE publica, não posso deixar de repudiar algumas. E mais, posso afirmar categoricamente que no tempo que frequentei as duas escolas não foi exercido sobre mim ou sobre os companheiros com quem lidava qualquer controlo ideológico. Muito menos fui obrigado a decorar “frases da semana”. Apenas um exemplo: a frase “Mede 100 vezes e corta uma só” só por ignorância pode ser entendida como pretende o orador. Se o Sr. Prof. soubesse alguma coisa de qualidade, tecnologia dos materiais, medições e o seus efeitos saberia que ela não tinha qualquer origem em questões ideológicas.Gregório Laranjo - (Consultor na área da Engenharia)

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