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Crimes contra o património lideram ocorrências no Destacamento da GNR em Tomar

Crimes contra o património lideram ocorrências no Destacamento da GNR em Tomar

Alunos da Escola Secundária de Santa Maria do Olival organizaram palestra sobre criminalidade
Edição de 27.05.2009 | Sociedade
Crimes contra o património, difamações e violência doméstica lideram a lista de ocorrências mais frequentes que dão entrada no destacamento da GNR de Tomar que abrange os concelhos de Tomar, Ourém, Ferreira do Zêzere e Vila Nova da Barquinha. De acordo com o sargento João Mota, chefe de investigação criminal da GNR de Tomar, em 2008 registaram-se dois crimes de carjacking. Um ocorrido na localidade de Pereiro, Ferreira do Zêzere, e um segundo em Escandarão, Ourém. Em contrapartida, registaram-se 307 crimes contra o património, 137 crimes contra pessoas e 114 crimes de vida e sociedade. Em 2009 a GNR de Tomar já registou um caso de carjacking na zona de Ourém. O crime foi cometido por dois individuos encapuzados que albarroaram violentamente o veiculo da vítima furtando-o em seguida. O carro viria a ser utilizado para assaltar duas ourivesarias e, posteriormente, recuperado pelas autoridades. As conclusões foram apresentadas durante a palestra “O Mundo do Crime”, organizada por um grupo de alunos da Escola Secundária Santa Maria do Olival (ESSMO) no âmbito da disciplina de Área de Projecto. A sessão decorreu na Biblioteca Municipal de Tomar no dia 21 de Maio. Entre o painel de convidados encontravam-se ainda Francisco Moita Flores, presidente da Câmara de Santarém, Carlos Farinha, director do Laboratório da Polícia Científica, Vítor Trindade, comandante da PSP de Tomar. A sessão contou ainda com o testemunho de António Fonseca que em 2001 foi vítima de carjacking numa das principais artérias de Tomar. O engenheiro seguia no seu carro, cerca das seis da manhã, quando uma outra viatura embateu-lhe na parte traseira. Quando saiu para ver o que tinha acontecido foi surpreendido por três indivíduos que lhe exigiram as chaves, arrancando em seguida com a sua viatura. Carlos Farinha, director do Laboratório Científico da Polícia Judiciária, explicou que “48% das vítimas de carjacking são mulheres”. Apontou ainda que a maioria destes crimes são cometidos de noite, sobretudo entre as 23h00 e as duas da madrugada, em parques de estacionamento ou em frente a garagens e que os assaltantes têm vista carros de topo de gama. Vestidos a rigor e com um discurso compenetrado, os alunos pretenderam com esta iniciativa promover mais informação sobre o estado actual do crime em Portugal, com especial incidência no carjacking. Os alunos encontram-se, inclusivé, a desenvolver um projecto de sistema anti-carjacking, que será apresentado no final do ano lectivo tendo a intenção de, posteriormente, registar essa patente. Os alunos realizaram ainda um conjunto de inquéritos à população da cidade tentando identificar a opinião que têm sobre a questão da segurança, dados que foram interpretados de forma personalizada por Moita Flores.Moita Flores critica “aproveitamento político” da estatística criminalDe acordo com o actual presidente da Câmara de Santarém, as estatísticas da criminalidade “têm sido alvo de um aproveitamento político feito pelos sucessivos governos com uma enorme irresponsabilidade e leviandade”. De acordo com o criminologista, “é um erro crasso” analisar o fenómeno do crime apenas a partir da frieza dos números” uma vez que a estatística não qualifica o comportamento criminoso, apenas o quantifica. “Nunca sabemos se as violações comunicadas às autoridades correspondem às reais”, apontou. Francisco Moita Flores foi o primeiro orador da tarde e começou por avisar que tinha deixado uma reunião (a propósito das comemorações do 10 de Junho na cidade) a meio e que, por este motivo, não poderia ficar até ao final da sessão. Apesar de apressado acabou por falar durante cerca de uma hora incidindo a sua interlocução sobre estatística criminal.
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