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Aveiras de Cima perde mercado mensal por falta de condições

Aveiras de Cima perde mercado mensal por falta de condições

Feirantes procuram lugar no mercado central mas já não há espaço

A vila de Aveiras de Cima, concelho da Azambuja, perdeu o seu mercado mensal por não conseguir realizar as obras exigidas por lei. O presidente da junta, Justino Oliveira, lamenta o fim de “uma grande tradição”.

Edição de 28.05.2009 | Sociedade
O mercado mensal de Aveiras de Cima, concelho da Azambuja, chegou ao fim. A impossibilidade de realizar obras de remodelação para o mesmo cumprir as exigências da legislação que regula as feiras e mercados por falta de dinheiro ditou aquela decisão. O presidente da Junta de Freguesia de Aveiras de Cima, Justino Oliveira, garantiu a O MIRANTE que “não existia outra alternativa senão o fecho” e diz que a nova lei é um “ataque às tradições”. A nova legislação obriga os recintos das feiras a serem dotados de água, esgotos, electricidade, piso alcatroado e vedações. No caso de Aveiras de Cima, os milhares de euros que teriam que ser investidos foram considerados um gasto excessivo uma vez que no local só há cerca de duas dezenas de feirantes. “A perda é mais social e patrimonial do que económica” diz o autarca.“Não foi uma decisão fácil mas a junta não podia, de forma alguma, suportar as despesas das obras que eram necessárias. Por outro lado não podemos manter o mercado a funcionar porque, em caso de uma inspecção, podemos ser multados”, insiste Justino Oliveira que lastima “a ignorância do legislador, que nunca teve em conta a opinião das juntas de freguesia. Esqueceu-se que é nas pequenas vilas e aldeias que se realiza o maior número de mercados por esse país fora”.O mercado mensal de Aveiras já foi um dos grandes mercados do concelho da Azambuja. Há poucos anos albergava quase meia centena de feirantes. O encerramento do mercado mensal tem originado contactos de alguns feirantes com a junta de freguesia na tentativa de encontrar um lugar no mercado diário, a Praça, como é conhecida, mas tal não é possível. “Está na capacidade máxima e não cabe mais ninguém. E deverá manter-se essa situação”, afiança o autarca.
Aveiras de Cima perde mercado mensal por falta de condições

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