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O stress não é uma doença mas um potenciador de doenças

O stress não é uma doença mas um potenciador de doenças

Naturologistas reunidos em Vila Franca de Xira querem portugueses mais informados

Especialistas de Medicina Natural reuniram em congresso durante o fim-de-semana em Vila Franca de Xira. Responsáveis lamentam que portugueses não procurem saber mais sobre a Medicina tradicional.

Edição de 28.05.2009 | Sociedade
O stress não é uma doença mas sim um factor potenciador de doenças. Não depende de profissões nem de responsabilidades, mas sim de pessoas, de problemas, preocupações e inseguranças. Estas foram duas das conclusões retiradas da palestra sob o lema “Stress - Enquadramento Clinico/Terapêutico”, dada pelo especialista espanhol Juan José Garcia Gil, durante o XXXVI Congresso de Medicina Natural, que decorreu durante o fim-de-semana em Vila Franca de Xira.Para o biólogo do país vizinho, o stress é tão grave para um estudante, como para uma bailarina, um director geral, uma dona de casa ou um ministro. “O que para mim não é um factor de stress pode ser para outro paciente. As causas variam de pessoa para pessoa”, explica Juan Gil.Para muitos considerada a “doença” dos tempos modernos, o stress, provoca a perda da capacidade de recuperar e de descansar bem, levando as pessoas a tomarem medicamentos. “Abusamos na dependência de fármacos que vão provocar alterações no organismo. Depois surgem os problemas dermatológicos, digestivos, a possibilidade de aparecimento de úlceras, o aumento da tensão arterial e dos níveis de açúcar. Podem ainda surgir problemas articulares como o aumento das artrites e artroses”, revela o especialista.O actual cenário de crise, social, de insegurança de não saber o que se vai passar está a aumentar consideravelmente as patologias graves. É neste contexto que os profissionais de saúde têm um papel importante. Na detecção precoce de uma situação de stress. Cada caso é um caso e deve ser tratado individualmente. O diagnóstico deve ser feito com a máxima atenção e deve ser o mais preciso possível. “Devemos ter uma vida pessoal, profissional e familiar normal. É importante identificar os factores. Requerem uma avaliação clinica profunda do paciente”, garante Juan Gil. Indústria farmacêutica acusada de só querer fazer negócioRealizou-se, em simultâneo, no Ateneu Artístico Vilafranqunse o VI Congresso da Câmara Nacional dos Naturologistas Especialistas das Terapêuticas não Convencionais (CNNET). Para o secretário da direcção da CNNET, as pessoas ainda sentem uma certa relutância em aderirem à medicina tradicional. “Porque uma grande parte da responsabilidade dessa situação deve-se à incredulidade geral dos portugueses. Não procuram buscar a verdade e a realidade das situações e vão atrás daquilo que é imposto”, garante Luís Silva. Outro factor que tem impedido que o público “reconheça o bem” que a medicina tradicional faz, prende-se com o “lobbie da indústria farmacêutica”. “É neste momento a grande responsável por estes problemas , porque não está interessada, senão em fazer negócio”, denuncia o secretário da CNNET.De acordo com o responsável, a medicina dita convencional utiliza determinados complementos activos, que subtrai às plantas com características terapêuticas. “Não podemos andar a isolar partes da planta porque funcionam por um conjunto de sinergias, válidas no seu todo e que desaparecem quando são separados”, assegura o Naturologista, que deixa uma sugestão aos portugueses. “Explorem a alimentação com olhos de quem quer aprender. Respeitem o alimento como se fosse uma dádiva dos deuses”, concluiu Luís Silva.
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