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Assembleia de Alpiarça aprova orçamento de contenção no investimento

Edição de 06.01.2010 | Política
O presidente da Câmara de Alpiarça, Mário Pereira (CDU), explicou as grandes linhas dos documentos previsionais. O autarca referiu que este é um orçamento praticamente sem folgas, que reflecte a apertada situação económico-financeira da autarquia e uma dívida de curto prazo que supera os 3,5 milhões de euros, a que se soma a diminuição de receitas. “A parte disponível é muito reduzida e vamos apostar essencialmente em concluir o centro escolar, continuar a remodelação da Casa-Museu dos Patudos e da Praça Velha. Vamos ainda reforçar os meios ao dispor dos bombeiros municipais que precisam de uma ambulância e novos equipamentos”, sublinhou Mário Pereira, acrescentando que 2011 será um ano de maior possibilidade de investimento. O edil de Alpiarça garantiu ainda que será garantida maior proximidade e apoio ao movimento associativo do concelho.Numa assembleia com casa cheia, Graciete de Brito fez o trabalho de oposição pelo PS. Considerou paupérrimos os documentos apresentados, no caso o plano de investimentos, “igual aos que o PS apresentou e sem apresentar novidades do programa eleitoral da CDU”, constatou.Quanto ao serviço da dívida da câmara, a deputada socialista afirmou que apenas representa 8,5 por cento do orçamento previsto para 2010, lembrando que esse rácio vinha diminuindo com a gestão socialista da câmara. “Até hoje foram investidos 50 milhões de euros no concelho e apenas dois milhões tiveram origem em empréstimos. È dívida de investimento a que existe, não de despesa”, afirmou.Fernando Ramalho acrescentou que a nova gestão CDU montou um esquema sobre o montante da dívida para justificar um orçamento “sem nada de novo em relação a 2010”. Já o social-democrata João Brito deu o benefício da dúvida ao primeiro orçamento da equipa de Mário Pereira e disse compreender que esta apenas teve um mês para preparar a proposta. Deixou apenas uma sugestão: “A pista de ciclismo do estádio municipal tem de ser melhor aproveitada já que foi ali investido muito dinheiro”, sugeriu.Praticamente no final da discussão, o vereador Mário Peixinho (CDU) indicou uma série de obras e processos em que a câmara deve dinheiro a empresas e processos em tribunal por cumprir.

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