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Vereador do PS questiona gastos com espectáculos em Santarém

Edição de 06.01.2010 | Política
As dificuldades financeiras que a Câmara Municipal de Santarém atravessa, e que levaram a que não fossem pagas as horas extraordinárias e outras compensações aos funcionários no mês de Dezembro, motivaram acesa discussão na reunião do executivo de segunda-feira. O vereador Ludgero Mendes, eleito pelo PS, aproveitou o contexto para questionar uma série de despesas realizadas pela autarquia em 2009 que considerou supérfluas e pouco condizentes com o espírito de contenção que o orçamento para 2010 reflecte.Ludgero Mendes aludiu, por exemplo aos gastos com espectáculos e festas onde só uma empresa encaixou 570 mil euros. Lembrou os 77 mil euros gastos no aluguer de palcos, os 38 mil euros despendidos em mobiliário para a comissão do 10 de Junho ou o aluguer de material na ordem dos 34 mil euros para o almoço servido na Casa do Campino, por ocasião das comemorações nacionais do Dia de Portugal. Chamou à liça ainda os 30 mil euros gastos em publicidade na revista francesa Paris Match, os quase 64 mil euros para compra de bilhetes para as corridas de toiros realizadas na Monumental Celestino Graça ou os 9 mil euros investidos na aquisição de 200 livros sobre o antigo forcado de Évora João Patinhas.O vereador da oposição afirmou concordar com o que o presidente da Câmara de Santarém, Francisco Moita Flores (PSD), escreveu no preâmbulo do orçamento do município para 2010, onde se referia a necessidade de contenção e selectividade nos investimentos, mas deixou o toque: “Ao discurso tem que se juntar a coerência da prática”. Ludgero Mendes afirmou-se solidário nesse esforço de contenção, mas avisou que está frontalmente contra a contratação de tantos artistas e outros gastos como se verificou em 2009. “Custos para os quais não encontro justificação numa câmara que vive momentos difíceis”, reforçou.Na resposta, Moita Flores acusou Ludgero de “confundir alhos com bugalhos”, afirmou que as dificuldades da Câmara de Santarém são iguais às dos outros municípios e decorrem da conjuntura económica global. “Estamos à beira de um colapso grave. Não é a Câmara de Santarém mas o país que está em crise”, observou.Quanto aos gastos mencionados pelo vereador socialista, Moita Flores aludiu ao retorno que teve ou ainda tem para Santarém a realização das comemorações do 10 de Junho ou a posse do Convento de S. Francisco cedida pelo Governo. “Eu sei que o PS de Santarém não gostou do 10 de Junho na cidade. Podíamos não ter feito essas despesas, ficar com as mãos nas algibeiras e fazer como fez o PS durante 25 anos”, retorquiu.Moita Flores diz que não foram as despesas referidas que colocaram a tesouraria municipal em dificuldades e que está disponível para debater esses gastos, mas com esses números nas mãos para os poder explicar.

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