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Moita Flores critica “espectáculo mediático” em torno das cheias

Edição de 06.01.2010 | Sociedade
O presidente da Câmara de Santarém, Francisco Moita Flores (PSD), criticou “o espectáculo mediático” que, na sua opinião, tem sido protagonizado por responsáveis da protecção civil distrital desde que se começou a prever o regresso das cheias ao Ribatejo e, em particular, ao concelho de Santarém.Sem mencionar nomes, Moita Flores aponta “senhores que aparecem com fardas” nas televisões como tendo sede de protagonismo e necessidade dos seus “15 segundos de fama”. Afirmando que respeita as competências da protecção civil distrital, critica no entanto o “relambório que tem sido feito” relativamente ao concelho de Santarém. O autarca recorda que o responsável máximo pela protecção civil no concelho de Santarém é o presidente da câmara, “que tem estado calado sobre esta matéria”.Moita Flores diz que os responsáveis da protecção civil no distrito “deviam ter mais recato” e “não transformar isto num espectáculo”. E acrescenta: “Não aceito muito bem que em nome de 15 segundos de fama ponham as pessoas em alarme quando sabemos a exacta proporção das coisas”.O autarca recorda que as cheias são um fenómeno secular no Ribatejo, que está ligado à fertilidade das terras e que, na maioria das vezes, é vivido com relativa tranquilidade pelas populações. “Sou contra este tipo de alarmismos e vedetismos fáceis porque nos tempos de crise temos que ter serenidade e ir mantendo as populações informadas”, afirma. O MIRANTE contactou o comandante distrital de Protecção e Socorro, Joaquim Chambel, que não quis fazer comentários sobre as declarações de Moita Flores. “Fizemos o nosso trabalho e não houve mediatismo nenhum”.

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