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Pára-quedistas mantêm exercícios na estrada apesar do atropelamento de 16 militares

Pára-quedistas mantêm exercícios na estrada apesar do atropelamento de 16 militares

Dos dois jovens ainda internados, um continua com prognóstico reservado

Depois do acidente ocorrido a 4 de Dezembro na EN3, onde foram atropelados 16 recrutas, a unidade manteve os exercícios no exterior do quartel. Escola de Tropa Pára-quedistas e GNR aguardam conclusão dos respectivos inquéritos para apuramento de responsabilidades.

Edição de 06.01.2010 | Sociedade
Os militares da Escola de Tropa Pára-quedistas vão continuar a fazer os exercícios físicos nos mesmos locais que faziam até ao passado dia 4 de Dezembro, data em que uma carrinha atropelou 16 recrutas que corriam na faixa de rodagem da Estrada Nacional 3 (EN3) às 06h40 da manhã, quando seguiam sem colete reflector.De acordo com o porta-voz do Exército, “os exercícios vão ter que ser mantidos e a instrução não pode ser posta em causa devido ao acidente”. Até ao momento não foi dada nenhuma ordem superior para que a actividade no exterior do quartel fosse suspensa. Dos feridos do atropelamento, que ocorreu junto ao quartel no polígono militar de Tancos, Vila Nova da Barquinha, continuam internados no Hospital Militar Central, em Lisboa, dois jovens, com idades a rondar os 20 anos, depois de terem sido transferidos do Hospital de Santa Maria e de São José.Um deve ter alta em breve mas o outro continua com prognóstico clínico reservado. Trata-se de um paciente politraumatizado, com lesões ao nível neurológico, que inspira muitos cuidados e acompanhamento permanente.O tenente-coronel Perdigão revela a O MIRANTE que desde o dia do acidente “nunca mais houve nenhuma instrução Marcore (misto de marcha e corrida) porque não estava planeado, em horário, haver”. Acrescentando que estamos na quadra natalícia e de passagem de ano, alturas em que normalmente não há instrução de recrutas.O oficial assegura que a maior parte dos exercícios físicos continuam a ser executados dentro dos perímetros das unidades militares, mas a Marcore, por se tratar de um exercício específico, “não pode ser feita dentro dos muros do quartel pois são áreas limitadas e este tipo de treinos envolve vários quilómetros em campo e estrada, alternando marcha com corrida”, esclarece.No entanto o tenente-coronel deixa uma garantia. “Se tivermos que implementar algumas medidas adicionais ao nível da segurança e precaução, naturalmente que o Exército está disponível para tudo fazer no sentido de se evitar mais acidentes. Aguardamos com calma os resultados do inquérito”, adianta o oficial.Após o acidente, Exército e GNR abriram investigações independentes que ainda decorrem mas que estarão concluídas em breve. Na ocasião, o ministro da Defesa, Augusto Santos Silva, afirmou ser preciso garantir condições de treino e o máximo de segurança dos instruendos e esclarecer se alguma coisa correu mal e se há algum procedimento de segurança que deva ser melhorado.
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