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Trabalhadores da IFM-Platex manifestam-se em Santarém e Lisboa

Trabalhadores da IFM-Platex manifestam-se em Santarém e Lisboa

Decisão foi tomada num plenário que juntou 125 trabalhadores da unidade industrial

Empresa de Tomar está parada desde Abril de 2009 e encontra-se em processo de insolvência.

Edição de 13.01.2010 | Economia
Os trabalhadores da IFM/Platex, indústria transformadora de fibras de madeiras de Tomar, vão concentrar-se na quarta-feira, 21 de Janeiro, à porta da residência oficial do primeiro-ministro e da Assembleia da República, em Lisboa, para reafirmarem a sua determinação em conseguir que a empresa, parada há 9 meses, retome a sua laboração. De manhã tencionam passar por Santarém para chegar à fala com a nova governadora civil do distrito, Sónia Sanfona. A decisão foi tomada durante um plenário de trabalhadores convocado pelo Sindicato dos Trabalhadores da Construção, Madeiras, Mármores e Cortiças do Sul, realizado na tarde de 7 de Janeiro, no refeitório da empresa, tendo juntado no mesmo espaço 125 trabalhadores e vários dirigentes sindicais. Os funcionários, que foram chegando a conta-gotas, mostravam-se empenhados em resolver a sua situação laboral. De acordo com Fernando Pina, do Sindicato dos Metalúrgicos, os trabalhadores querem que a fábrica volte a laborar no mais breve espaço de tempo possível. “É urgente voltar a pôr esta empresa a trabalhar para salvar estes postos de trabalho. Há que acreditar até ao fim”, atestou a O MIRANTE à saída do plenário, acrescentando que todos os trabalhadores acreditam na viabilidade da empresa. No plenário, que durou cerca de uma hora e meia, foi ainda decidido esperar que o pedido de insolvência seja publicado em Diário da República, o que deverá acontecer nos próximos dias, para avançar com a reclamação de créditos a que os trabalhadores têm direito. “A insolvência (pedida pela empresa junto do Tribunal Administrativo de Lisboa) não quer dizer encerramento. É preciso mostrarmos que estamos vivos e queremos a empresa a laborar, mas também queremos ver garantidos os nossos direitos”, disse, por seu lado, António Basílio, representante da comissão de trabalhadores.António Basílio sublinha que continuam a existir contactos de clientes que procuram as placas da IFM/Platex. “Alguns clientes já começaram a virar-se para outros fornecedores, mas como a nossa placa não encontram”, disse, lembrando que parte importante da produção da empresa se destinava a exportação.A IFM/Platex encontra-se paralisada desde 11 de Abril de 2009 devido à falta de liquidez financeira para aquisição da matéria-prima necessária para satisfazer a carteira de encomendas da empresa. Os trabalhadores têm protagonizado várias manifestações públicas. No dia 11 de Dezembro, uma delegação de 70 trabalhadores, acompanhada pelo presidente da Câmara de Tomar, Corvêlo de Sousa (PSD), deslocou-se a Lisboa, tendo sido recebida nos Ministérios da Economia e do Trabalho e na sede da Investwood, empresa-mãe. Os trabalhadores também marcaram presença na última Assembleia Municipal de Tomar, realizada a 21 de Dezembro. Para a concentração de 21 de Janeiro esperam poder contar novamente com o autocarro cedido pela Câmara Municipal de Tomar, estando ainda a contactar outras entidades de forma a conseguirem um segundo autocarro. Dos cerca de 220 trabalhadores, apenas pouco mais de 20, sobretudo das áreas administrativa e de segurança, continuam em funções.
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