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Acção social garante água a família carenciada que não pagou factura “astronómica”

Acção social garante água a família carenciada que não pagou factura “astronómica”

Fornecimento chegou a ser cortado pelos Serviços Municipalizados de Água e Saneamento durante 24 horas

Como condição para voltar a ter água em casa, o agregado familiar teve que mostrar boa vontade em liquidar pelo menos parte da dívida.

Edição de 13.01.2010 | Sociedade
Menos de 24 horas depois dos Serviços Municipalizados de Água e Saneamento (SMAS) terem cortado a água a uma família carenciada residente no bairro Património dos Pobres, em Tomar,  por falta de pagamento de uma factura, o contador voltou a funcionar. A ligação aconteceu na sexta-feira, 8 de Janeiro, pelas 13h00, na sequência da intervenção de uma técnica dos Serviços de Acção Social da autarquia que, tendo em conta que o agregado familiar é composto por três menores, accionou os meios para que a água voltasse de novo a sair das torneiras. “Não podíamos deixar que a família, com três filhos menores, passasse o fim-de-semana sem água”, explicou a O MIRANTE Rosário Simões, vereadora da Acção Social. Como condição para voltar a ter água em casa, o agregado familiar teve que mostrar “boa vontade” em liquidar pelo menos parte da dívida que, também por intervenção dos serviços sociais, passou de 3.300 para 1.700 euros e foi dividida em 24 prestações. Como tal, o casal entregou o que pôde para amortizar a dívida já que os serviços técnicos dos SMAS não encontraram qualquer anomalia no contador atribuindo a quantia astronómica a um consumo efectivo. “A minha filha foi logo tomar banho até porque lhe apareceu um problema de saúde (sarna) e necessita de cuidados de higiene”, contou a O MIRANTE Paula Gândara que na quinta-feira à noite contou com ajuda de vizinhos que lhe deram água para cozinhar. O que continua a ser um mistério para esta família é como é que lhe apareceu em casa, no mês de Setembro, uma factura de água no valor de 3.299,89 euros. “Se calhar pensam que abastecemos as piscinas”, exclama Armando Godinho, indignado.   O MIRANTE soube, entretanto, que no mês de Agosto esta família teve no exterior da casa uma piscina insuflável onde os menores se divertiam. “Não foi por causa de encher uma bóia que gastei tanta água. Era impossível”, sustenta o casal quando confrontado com a questão. Ao casal vai ser enviado um novo plano de pagamento das prestações em dívida que, actualmente, ascendem a 74 euros mensais. “Uma família bastante acompanhada”Rosário Simões, disse a O MIRANTE que esta é uma família que está a ser “bastante acompanhada por uma equipa na qual se encontra uma psicóloga”, encontrando-se a mesma abrangida pelo Rendimento Social de Inserção (RSI). Não pagam renda de casa, auferem cerca de 200 euros de rendimento mensal e recebem alimentação, uma vez por semana, da Cáritas. “Há um protocolo a cumprir. Os adultos também têm que cumprir as suas obrigações… e fechar as torneiras”, salienta a vereadora. Armando Godinho não trabalha nem está inscrito no Centro de Emprego, já Paula Gândara frequenta um curso, obrigatório para quem recebe o RSI. Os filhos encontram-se a estudar embora a rapariga de 14 anos registe um elevado absentismo escolar. Por todos estes motivos, Rosário Simões considera que é muito importante intervir, especialmente junto dos elementos menores desta família, para que tenham um projecto de vida.
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