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Centro Integrado de Idosos continua à espera de fundos

Centro Integrado de Idosos continua à espera de fundos

ABEIV considera equipamento urgente para Vialonga

A Associação de Bem Estar Infantil de Vialonga comemorou em Dezembro 32 anos e como prenda gostaria de ver construído o Centro Integrado de Idosos. O projecto já foi aprovado, existe terreno onde realizar a obra, mas faltam fundos para a concretizar. O presidente, Vítor Cardoso, considera urgente criar este tipo de equipamento a sul do concelho de Vila Franca de Xira.

Edição de 13.01.2010 | Sociedade
A ABEIV (Associação de Bem Estar Infantil de Vialonga) comemorou em Dezembro passado 32 anos ao serviço da comunidade, no que respeita à educação e ao apoio domiciliário a idosos. A associação assegura serviços ao nível da creche familiar (50 crianças), creche (96 crianças), jardim de infância/pré-escolar (220 crianças), ATL, Clube de Jovens, Centro de Convívio de Idosos (230 utentes), apoio domiciliário (73 utentes) e Centro de Acolhimento Temporário (22 crianças).Vítor Cardoso, presidente da associação, considera que a nível dos mais jovens tem feito um trabalho completo e muito positivo de integração na comunidade e fazendo com que evitem comportamentos de risco, através da criação de actividades culturais, desportivas e de lazer. Mas é o apoio aos idosos que mais preocupa a direcção da associação de Vialonga. “A população idosa da zona sul do concelho de Vila Franca de Xira não tem nenhumas instalações para os apoiar”, aponta o presidente. A ABEIV candidatou-se por duas vezes ao programa PARES para a criação de um Centro Integrado de Idosos. Da primeira vez o projecto não foi aprovado, mas em 2007 houve nova candidatura, que foi aprovada, mas não foi financiada. “Nós temos um projecto pago, temos terreno, mas não temos dinheiro. Gostaríamos muito de ter o centro a funcionar já no próximo ano”, sublinha.Vítor Cardoso realça a necessidade urgente deste equipamento para a região e lembra que o Centro de Convívio de Idosos conta de momento com 230 utentes. A associação providencia também apoio domiciliário nas áreas da higiene pessoal, alimentação e tratamento da roupa. “Vialonga tem cerca de 22 mil habitantes e as pessoas que nasceram aqui estão a envelhecer, muitas estão doentes e precisam de alguém que lhes preste esse auxílio. Há muitos idosos que se queixam de uma grande solidão e muitos que precisam de uma casa onde passar os últimos anos de vida com algum acompanhamento”, lembra.O dirigente associativo aponta o dedo ao Estado, afirmando que não pode haver uma desresponsabilização no tratamento da população de terceira idade. “O Estado muitas vezes coloca os idosos em instituições privadas, o que sai muito mais caro. Por isso não se percebe porque é que não há financiamento em Vialonga para o Centro de Idosos, sendo uma Instituição de Solidariedade Social, que sai muito mais barato ao Estado”, conclui com tristeza.Instalada num bairro historicamente marginalizado e em que as condições económicas são abaixo da média, a ABEIV presta também apoio a famílias carenciadas, numa parceria com o Banco Alimentar. “Há cada vez mais casais de classe média que têm vergonha de nos procurar e pedir ajuda. Houve situações em que fomos entregar os cabazes a casa porque as pessoas tinham vergonha de vir à instituição buscar”, explica Cláudia Henriques, técnica de serviço social.Para além destas instalações, a ABEIV tem também, desde Dezembro de 2004, um Centro de Acolhimento Temporário (CAT), com o objectivo de acolher crianças, que pelas mais variadas formas de maus tratos se encontram em situação de perigo.O CAT entrou em funcionamento com o acolhimento de apenas 8 crianças, mas pelo Centro já passaram mais de 40, dos quais 22 viram concretizados os seus projectos de vida. Neste momento são também 22 as crianças que habitam no Centro de Acolhimento, desde bebés até aos 12 anos. “Fazemos todos os esforços para que este espaço não pareça uma instituição e pareça mais uma casa. Aqui as crianças são tratadas como filhos. Às vezes digo que tenho 22 filhos”, diz sorridente Carla Silva, a responsável pelo CAT. A moradora no Sobralinho confessa que dedica muito do seu tempo às crianças. “Envolvemos muito e tentamos dar-lhes aqui a vida que não tiveram oportunidade de ter”.A ABEIV orgulha-se, na voz do presidente Vítor Cardoso, de prestar um serviço comunitário a Vialonga mas queixa-se da falta de apoios. “Vialonga precisa de mais apoio a nível oficial. Mas não no papel, apoio no terreno! Principalmente a nível da terceira idade”, conclui, esperançoso na ajuda para a construção do Centro Integrado de Idosos.
Centro Integrado de Idosos continua à espera de fundos

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