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INEM não assume culpa no caso do homem que morreu perto do Hospital de Tomar

Versões contraditórias em relação à hora em que foi registado o primeiro pedido de socorro ao 112
Edição de 13.01.2010 | Sociedade
O Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) descarta culpas no caso do cabo da GNR aposentado que, no dia 21 de Dezembro, morreu perto do Hospital de Tomar alegadamente por falta de auxílio, caso noticiado na nossa última edição. Mário Simões, 57 anos, tinha sido operado ao coração há seis meses. Tombou no parque de estacionamento do Intermarché cerca das 13h00 mas a ambulância só chegou perto de si pelas 13h27. A família está revoltada com as circunstâncias e fala em morte por falta de auxílio. O MIRANTE recebeu os esclarecimentos solicitados ao INEM já após o fecho de edição. Numa resposta enviada através do Gabinete de Comunicação e Imagem do INEM, essa entidade refere que, através da pesquisa efectuada foram encontrados duas chamadas - às 13h16 e 13h17 - que se referem a este caso. “Os dois pedidos de socorro ocorreram em simultâneo – um deles provavelmente veio do 112, com ficha criada e, entretanto, a chamada de voz não passou, tendo caído. No outro evento está claramente especificado que se trata de uma ocorrência no Intermarché. No decorrer desse pedido é-nos informado pelo contactante que a ambulância está a chegar”, frisa o INEM. Mas Maria José Neves, autora da chamada, garante que ligou para o 112 assim que foi alertada pelos três militares que testemunharam a queda de Mário Simões. “Seriam 13 horas e poucos minutos”, explicou a O MIRANTE referindo ter efectuado uma segunda ligação, cerca de dez minutos depois da primeira, por verificar que a ambulância não chegava. “Sei que mais pessoas ligaram para o INEM assim que o senhor caiu por isso a minha chamada não deve ser a única a essa hora”, remata acrescentando que a situação a deixou enervada por vários dias. Esta testemunha confirma que, na segunda chamada que fez, efectivamente referiu que estava a chegar uma ambulância - dos bombeiros de Constância, mas que passava ocasionalmente - e que já não era necessário enviarem outra. “Fiquei aliviada porque finalmente o senhor ia ser assistido”, justifica. Insistimos junto do INEM em relação à versão de Maria José Neves mas a resposta foi a de que não encontram “qualquer outra chamada que se possa relacionar com este evento, nem antes, nem depois”, adiantando que a única explicação que encontram “é a chamada ter chegado ao 112 e não ter sido encaminhada para a emergência médica”. A mesma entidade frisa que “a única vez que temos um contactante com referência a esta ocorrência, dizem-nos, a meio da chamada que, de facto, a ambulância tinha chegado, o que era um bom sinal” pelo que lamentam “a falta de encontro das duas versões, mas, de facto, as chamadas ficam gravadas”.O socorro a Mário Simões acabou por chegar às 13h27, através de uma ambulância dos Bombeiros Municipais de Tomar e na sequência de uma chamada feita às 13h20, directamente para o quartel por dois agentes da PSP que se encontravam no local. Tarde demais pois Mário Simões acabaria por dar entrada no hospital já quase sem sinais de vida. A família ainda não decidiu se vai apresentar queixa contra o INEM.

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