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Funcionamento do Centro de Saúde de Azambuja põe em causa socorro às populações

Funcionamento do Centro de Saúde de Azambuja põe em causa socorro às populações

Bombeiros locais criticam novo horário que coloca graves problemas à corporação

Comandante dos Bombeiros Voluntários de Azambuja diz que o novo sistema de funcionamento do Centro de Saúde coloca em causa a operacionalidade dos soldados da paz. Bombeiros assinalaram os 78 anos com o sonho de construção de um novo quartel ao fundo

Edição de 20.01.2010 | Sociedade
. O novo horário de funcionamento do Centro de Saúde de Azambuja – que entrou em vigor a 4 de Janeiro último – está a pôr em causa o socorro às populações por parte dos bombeiros voluntários locais.O Atendimento Complementar (AC) - que substituiu o Serviço de Atendimento a Agudos e Urgentes (SAUU) – funciona entre as 14h00 e as 22h00 durante os dias úteis e entre as 08h00 e as 22h00 aos sábados, domingos e feriados. “Fora desse horário não é dado qualquer tipo de apoio às populações. Este é um problema grave dado que os recursos humanos da corporação não são infinitos e se esgotam rapidamente. Se houver algum pedido o doente segue para o hospital de Vila Franca de Xira, que fica a cerca de 40 quilómetros, e mesmo que a triagem esteja a funcionar bem, ficamos sem viaturas e guarnições, no mínimo, durante hora e meia, trazendo muitas complicações em especial para os utentes”, alerta o comandante dos Bombeiros Voluntários de Azambuja, que é também o comandante operacional municipal.Pedro Cardoso garante que esta situação está a criar constrangimentos que “por vezes, impedem que os bombeiros possam fazer o seu trabalho que é prestar socorro às populações” e deixa ainda uma crítica. “Estas coisas são decididas por quem não tem o mínimo de noção de como as coisas funcionam e sem saberem se estas alterações vão criar problemas a terceiros ficando sempre a responsabilidade nos bombeiros”, adverte.As declarações do comandante dos Bombeiros Voluntários de Azambuja foram proferidas à margem da sessão solene das comemorações dos 78 anos da corporação que se assinalou no sábado, 16 de Janeiro.Na ocasião Pedro Cardoso chamou atenção para a falta de meios. “Uma das nossas viaturas de combate a incêndios florestais foi acidentada ao serviço da Autoridade Nacional de Protecção Civil. Neste momento temos apenas uma viatura de combate a fogos florestais já com 20 anos de muito trabalho. Não vemos resolução à vista para este problema e não tarda está aí mais uma época de incêndios florestais”, alertou o comandante perante uma plateia bem composta que contou com a presença do Governador Civil de Lisboa, António Galamba.As missões da corporação têm vindo a aumentar de ano para ano e em 2009 os Bombeiros de Azambuja efectuaram cerca de 12 mil intervenções entre socorro e salvamento e serviço de apoio às populações. Segundo o presidente da direcção, António Duarte, “tem vindo a reduzir-se o espaço etário do universo de recrutamento”. De acordo com a nova legislação não é possível a integração de elementos com mais de 35 anos nos corpos de bombeiros. Durante a cerimónia foi assinado um protocolo com o agrupamento vertical das escolas do alto do concelho de Azambuja que visa dar a conhecer o projecto de voluntariado dos bombeiros a professores e alunos , procurando desta forma atrair novos elementos que muita falta fazem à corporação de Azambuja.O presidente deixa ainda um lamento. “Fomos obrigados a comemorar o nosso aniversário na rua atulhada de carros, sujeita à intempérie e à falta de condições no local. Existe uma aspiração de todos que é a construção de um novo quartel. Apelamos ao presidente da câmara para a resolução deste problema”, disse António Duarte. Na resposta o presidente da Câmara Municipal de Azambuja, Joaquim Ramos, garantiu que a autarquia “está sempre disponível para apoiar e discutir novas forma de apoio e participar com todos na melhoria efectiva das condições de segurança e assistência aos habitantes”.
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