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Gasolineiro entrega assaltante à polícia

Gasolineiro entrega assaltante à polícia

Manuel Augusto Cardoso reteve o ladrão até as autoridades chegarem ao local

Foi a segunda vez que o posto de abastecimento de combustível em Calçadas foi alvo dos assaltantes no espaço de um ano.

Edição de 20.01.2010 | Sociedade
Herói por um dia. Assim se terá sentido Manuel Augusto Cardoso, 41 anos, um dos sócios das bombas de gasolina da SOPOR em Calçadas, na estrada de Coimbra, Tomar. No sábado, 16 de Janeiro, cerca das 19h00, este tomarense teve sangue-frio suficiente para enfrentar um homem encapuzado e que empunhava uma arma para o roubar, que mais tarde viria a descobrir ser uma pistola de alarme. O assaltante, de 49 anos, dirigiu-se ao estabelecimento, encontrando a vítima sozinha no escritório, ao lado das bombas. “Estava sentado à secretária, ao computador, quando me entra porta adentro, mascarado e com um arma”, recorda a O MIRANTE. Em seguida, o meliante exigiu ao gasolineiro todo o dinheiro que este tinha na caixa, empurrando-o para uma pequena arrecadação. “Reparei que estava a esconder a arma e pensei para comigo que devia ser falsa. Pensei: ou levo um tiro ou acabo com ele. E foi o que aconteceu”, contou, acrescentando que foi apenas por impulso que reagiu. “Dei-lhe um murro e a seguir envolvemo-nos numa luta corpo a corpo, onde ele perdeu logo a arma. Em seguida gritei a pedir ajuda ao dono do café aqui perto que ligou para o 112”, conta. Os dois homens conseguiram imobilizar e trancar o assaltante na casa de banho até que a polícia, entretanto alertada, chegasse. Mesmo assim, o assaltante fugiu pela janela e obrigou Manuel Cardoso a correr atrás dele mais alguns metros até ao quintal do vizinho. “Estive sentado em cima dele até que a polícia chegou”, resume. Manuel Cardoso não sabe se “foi corajoso ou maluco” mas não está arrependido: “Se ele tivesse concretizado o roubo tinha levado 900 euros”.Como o assalto decorreu fora da zona urbana, o assaltante foi entregue à GNR. Como foi utilizada uma arma de fogo, a investigação passou para a alçada da PJ de Leiria, que esteve no local a recolher elementos de prova. Na última terça-feira, o detido foi presente ao juiz no Tribunal de Tomar, desconhecendo-se as medidas de coacção. Foi a segunda vez que estas bombas de combustível foram alvo dos assaltantes no espaço de um ano. Em Fevereiro de 2008, como o nosso jornal relatou na altura, dois homens encapuzados e armados surpreenderam Fernando Carrilho, de 61 anos, o outro sócio da gasolineira, levando 1060 euros. O empresário encontrava-se no a fechar a caixa desse dia e preparava-se para sair quando foi atacado pelo duo que chegou mesmo a disparar uma bala de salva (pólvora seca) na sua direcção.Assaltantes agridem distribuidor de tabaco O ataque às bombas de gasolina da Sopor não foi o único assalto frustado ocorrido em Tomar na última semana. Na noite de sexta-feira, 15 de Janeiro, quatro ou cinco homens tentaram assaltar uma carrinha de tabaco, em Santa Cita, a poucos quilómetros da cidade. Munidos de armas, obrigaram o condutor a parar o veículo e, quando viram que no seu interior não havia qualquer maço de tabaco, agrediram-no com alguma violência. Em seguida colocaram-se em fuga. A GNR de Tomar tomou conta da ocorrência.
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