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Heliporto do Hospital de Santarém desactivado para servir de estaleiro de obras

Edição de 20.01.2010 | Sociedade
O heliporto que serve o Hospital Distrital de Santarém (HDS) encontra-se fora de serviço desde o início do ano, estando actualmente a servir de estaleiro de apoio às obras que decorrem no serviço de Urgências. A situação causou estranheza entre a comunidade hospitalar, tal como o Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) e os serviços de protecção civil, que não foram avisados. Há poucos dias, um helicóptero do INEM que pretendia aterrar junto ao Hospital de Santarém teve de voltar para trás ao deparar-se com o heliporto ocupado por um grande contentor destinado à deposição de entulho. O presidente do conselho de administração do HDS, José Josué, confirma que o heliporto se encontra desactivado desde o início do ano e que houve realmente um “défice de comunicação” com o INEM, que no entanto não teve consequências de maior. O administrador hospitalar refere que estão a ser equacionadas com o INEM três alternativas na cidade para aterragem de helicópteros, caso haja situações “extremas e excepcionais” em que seja necessário recorrer a esse meio de transporte de doentes. As hipóteses são o complexo do Centro Nacional de Exposições, a parada da antiga Escola Prática de Cavalaria e o campo de futebol Chã das Padeiras. Embora esta última opção seja menos exequível, já que o relvado não constitui uma boa base de sustentação para aterragens. A desactivação do heliporto do HDS vai manter-se até à conclusão das obras no serviço de Urgências, prevista para final de 2010. Depois será reposto o serviço, que José Josué considera “uma mais-valia” embora seja utilizado em média apenas uma vez por mês. O administrador desdramatiza a sua desactivação temporária, sublinhando que a cidade está próxima de Lisboa e possui boas vias de comunicação, com bom piso, na ligação à capital. Pelo que os ganhos no factor tempo acabam por ser relativos. Recorde-se que o heliporto do Hospital de Santarém apenas pode ser utilizado durante o dia, já que não oferece condições de segurança para aterragens e descolagens no período nocturno.

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