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O orgulho de ser ribatejano e vilafranquense passado para o papel

Câmara de VFX lança colecção de livros sobre feiras, festas e romarias na BTL

As cores, os cheiros e as tradições de Vila Franca de Xira foram apresentados num guia da autoria do jornalista Orlando Raimundo no dia dedicado ao município na Bolsa de Turismo de Lisboa. O primeiro livro de uma colecção trimestral de dez volumes, foi apresentado pelo director de O MIRANTE, Joaquim Emídio, e é dedicado às Festas, Feiras e Romarias.

Edição de 20.01.2010 | Sociedade
É com o Carnaval de Alhandra que o jornalista Orlando Raimundo abre o guia intitulado “Vila Franca de Xira, saber mais sobre”. O número um é dedicado às Feiras, Festas e Romarias. O livro foi apresentado pelo director-geral de O MIRANTE, Joaquim Emídio, na tarde de sexta-feira, 15 de Janeiro na Bolsa de Turismo de Lisboa, dia dedicado ao município de Vila Franca de Xira no stand da Entidade Regional de Turismo de Lisboa e Vale do Tejo.O projecto, que faz parte de uma colecção de dez volumes a publicar, dedicados ao município, tem como objectivo dar a conhecer a riqueza histórica e cultural, bem como as tradições de todo o concelho.Joaquim António Emídio destacou por isso, na apresentação deste primeiro volume, que o roteiro escrito por Orlando Raimundo aumenta a auto-estima de quem vive na região. “Valoriza o nosso bairrismo, o nosso amor a uma região que dá milho e trigo, mas também dá batatas e feijões. E tem um rio que é próximo das nossas aldeias da infância e tem uma charneca tão rica que lembro-me de andar por lá a comer as raízes das ervas. Eu acho que a tradição é aquilo que nós queremos que ela seja, independentemente daquilo que é escrito nos livros”, sublinhou o director-geral de O MIRANTE.Auto-estima que vem bem vincada nestes textos do autor Orlando Raimundo, que lembrou Álvaro Guerra, para demonstar como o orgulho e a identidade vilafranquense estão tão vincadas em quem nasceu no concelho. “A minha geração, por detestar o regime e a ditadura, tinha uma tendência enorme em se identificar como cidadã do mundo. E o Álvaro Guerra assumia-se sempre como ribatejano e vilafranquense, o que na altura me pareceu um pouco estranho. O que acabei por descobrir agora, e com alguma graça, nesta incursão por Vila Franca de Xira à procura dos elementos que me permitiriam escrever estes livros, é o porquê dessa identidade ser tão forte. Vila Franca é um mundo completamente diferente. Tem uma cultura própria e uma matriz originalíssima e hoje percebo esse orgulho em ser ribatejano e vilafranquense”, realça sorridente.Foi com esse sentimento que o autor pintou neste guia as cores, os cheiros e os contornos associados às tradições de todo um município. Neste primeiro volume da colecção, ficamos a conhecer mais sobre a Festa do Campo, da Lezíria e do Cavalo, na cidade de Vila Franca de Xira, mas também sobre o Xira Infantil, na Póvoa de Santa Iria, dedicado aos mais pequeninos. O guia faz ainda referência às principais romarias do concelho como as Festas do Sagrado Coração de Jesus, em Vialonga, a Romaria do Senhor da Boa Morte, em Povos, ou as Festas de São Marcos, na Calhandriz, as Festas de são João Baptista, padroeiro de Alhandra e Castanheira do Ribatejo e as Festas da Cidade e de São Pedro, em Alverca.O autor não esquece também os sabores de fazer crescer água na boca e que tão associados estão ao Ribatejo. Na Feira dos Sabores e Saberes, em Vialonga, os visitantes podem provar a rica gastronomia e os bons vinhos da região, desfrutando ainda do artesanato regional.Destaque neste guia para a “pioneira das festas tradicionais com mais forte ligação à cultura ribatejana, a popular Festa do Colete Encarnado, hoje o mais importante e mais emblemático cartaz turístico do Ribatejo”. A Festa Brava traz à cidade milhares de pessoas para ver touradas, garraiadas, regatas no Tejo, fogo-de-artifício, música, provas desportivas, animação infantil, teatro de rua e ranchos folclóricos. “Sinto-me um bocado o homem que produziu grandes móveis, tinha uma fábrica para fazer móveis de linha, e agora se dedicou ao artesanato, àquelas pequenas peças que dão prazer a quem as faz e a quem as recebe”, sublinha o autor com orgulho. Orlando Raimundo disse a O MIRANTE que “tentou com pequenas frases transmitir os sentimentos e emoções desta região tão específica do Ribatejo”.É por isso que estes guias são, como escreve a presidente da câmara municipal no prefácio, “para os que aqui residem há muito, para os que chegam, trabalham ou simplesmente nos elegeram como destino de passagem”. Maria da Luz Rosinha destaca que “Vila Franca de Xira é um concelho que gosta de receber e que tem desde os valores patrimoniais, à gastronomia e à cultura, um conjunto de ofertas que farão certamente as pessoas voltarem”.É esse o desafio que Orlando Raimundo deixa no ar com estes seus guias. “É preciso que as pessoas tirem da cabeça aquela ideia pré-concebida e que está completamente errada, de que Vila Franca é uma extensão de Lisboa. Há ali uma fronteira invisível que separa aquele território, seja na gastronomia, no património, nos museus ou nas festas e romarias… Há muito para descobrir. Por isso, vale a pena partir à descoberta de Vila Franca de Xira”, convida o autor.Os guias “Vila Franca de Xira, Saber Mais Sobre…” são editados pela câmara municipal, vão ter uma periodicidade trimestral e o próximo volume vai ser dedicado às Linhas Defensivas de Torres Vedras.Azambuja com stand próprio na Bolsa de Turismo de LisboaO município de Azambuja é o único da região de Lisboa e Vale do Tejo a ter um stand próprio na Bolsa de Turismo de Lisboa. A chefe da divisão cultural da Câmara Municipal de Azambuja, Lucília Guerreiro, sublinha a necessidade de ter um stand individualizado: “É muito importante porque estamos a fazer uma grande aposta na promoção turística do concelho. É melhor individualizarmos para melhor vendermos essa oferta turística que já existe no concelho”, explica.Azambuja já tinha um stand na Bolsa de Turismo de Lisboa, mas este ano foi ampliado e melhorado. O objectivo é tornar o espaço atraente e promover “as tradições, as gentes, o património histórico e natural, a oferta turística, a acessibilidade, os eventos e a gastronomia” de Azambuja.Dezenas de pessoas concentraram-se no local no dia 16 de Janeiro para ver a actuação do Grupo Tradicional Os Casaleiros, de Casais dos Britos, que presenteou os espectadores com música e dança tradicionais.Lucília Guerreiro convida a uma visita ao município de Azambuja e ao stand que dá a conhecer a gastronomia típica e especialidades, como o magusto, a sopa de cardos e o torricado, enaltecendo também os excelentes vinhos, reconhecidos a nível internacional, como os néctares produzidos pela Quinta da Lapa, Agrobatoreu e Vale Fornos. A responsável da divisão cultural lança também o convite para que os visitantes conheçam a Ávinho, a Festa do Vinho e das Adegas de Azambuja, que se realiza todos os anos no concelho.

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