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Parque central do Cartaxo só arranca quando câmara tiver dinheiro

Parque central do Cartaxo só arranca quando câmara tiver dinheiro

Presidente da autarquia admite que falta assegurar verba que compete ao município

PSD fala em incoerências, mentiras de Paulo Caldas e exige retirada dos tapumes colocados em Agosto, em redor da zona que vai ser intervencionada e onde ainda nada se fez.

Edição de 20.01.2010 | Sociedade
A empreitada de construção do parque central do Cartaxo, que prevê a criação de um parque de estacionamento subterrâneo, de um parque infantil e de uma zona de lazer com bares e restaurantes, só deve começar, no mínimo, após o primeiro trimestre de 2010. Isto se houver dinheiro para a comparticipação que compete à autarquia.A nova data foi lançada pelo presidente da Câmara do Cartaxo, Paulo Caldas (PS), na última reunião do executivo, onde falou sobre o atraso no projecto após ser questionado pelo vereador do PSD, Paulo Neves.Desta feita Paulo Caldas afirmou que estando garantido o financiamento de 2,7 milhões de euros a fundo perdido a câmara está a tentar assegurar a sua componente de financiamento do projecto. E afirmou que a obra avança quando esses recursos estiverem garantidos. Uma versão da história que surge pela primeira vez na boca do autarca em termos públicos desde que, em meados de Agosto de 2009, a autarquia determinou a colocação de tapumes em torno da praça 15 de Dezembro - cortando o trânsito desde a rua Serpa Pinto - e na zona envolvente à praça de touros. Na altura garantia que a obra iria avançar em breve, embora a oposição tenha classificado esse acto como mera manobra eleitoralista.Passaram as eleições autárquicas e tudo continuou na mesma. Na reunião de 25 de Novembro, perante duas dezenas de comerciantes da rua Batalhoz insatisfeitos com a colocação dos tapumes, Paulo Caldas prometeu estudar o recuo das barreiras mas reiterou que a obra estava no terreno, pronta a avançar.O certo é que dentro dos tapumes pouco ou nada se vê até à data, nem sinais da montagem do estaleiro. Aliás, os tapumes foram colocados antes até de se proceder à adjudicação formal da empreitada. Contactada por O MIRANTE, ninguém se pronuncia do lado da Constrope, empresa que ganhou a obra. Do Tribunal de Contas (TC) garantiram que até 31 de Dezembro não entrou qualquer pedido de visto para a obra e projecto financiamento, quando há meses tanto Paulo Caldas como a vereadora Rute Ouro afirmaram que o processo estava em vias de ser enviado. Dentro dos tapumes há apenas montes de terra e pedra de calçada do antigo passeio amontoada, bem como a estátua de Marcelino Mesquita e outros monumentos que já ali se encontravam. Paulo Caldas diz a propósito do processo que voltaria a fazer tudo de forma igual. Reitera que a colocação dos tapumes foi uma forma de mostrar (ou de iludir, como diz a oposição) que a obra estava no terreno aos gestores do Programa Operacional do Alentejo para garantir verbas a fundo perdido. Mas só agora explica, passados seis meses, porque nada avançou, e quando prevê que vá avançar, quando anteriormente foram ultrapassadas uma série de previsões.“A obra é valorizada cada vez que se fala nela. A intervenção vai ser feita e as pessoas esperam que ela se concretize. Mais cedo ou mais tarde está no terreno. Esta obra vai ser concretizada e bem durante esta presidência. Custou obter 2,7 milhões a fundo perdido, assim que conseguirmos financiamento para o restante, obtemos visto do Tribunal de Contas e a obra arranca para recuperar em obra algum do tempo perdido”, insiste o autarca.PSD exige retirada dos tapumesEm comunicado, o presidente da concelhia social-democrata do Cartaxo diz que é preciso que Caldas reconheça que errou e que retire os tapumes que ocuparam espaço dos cartaxeiros e prejudicou o negócio aos comerciantes. Pedro Reis, que é também vereador na autarquia, recorda todo o processo e as afirmações mais recentes dos res-ponsáveis camarários e não poupa nas palavras para sublinhar que aí começam as “incoerências e mentiras de Paulo Caldas”. Pedro Reis recorda que o presidente desmentiu as suas informações aos comerciantes durante a reunião de 25 de Novembro sobre o arranque das obras e que só agora diz que a obra tem de ser submetida ao Tribunal de Contas, quando em várias reuniões revelou que o processo estava a ser ultimado. “Os tapumes foram colocados há meio ano, em pleno mês de Agosto, em período pré-eleitoral para as autárquicas, e desde então o senhor presidente afirmou que as obras iriam iniciar-se brevemente. Seis meses depois continua tudo na mesma. Mais uma vez o Dr. Paulo Caldas mentiu aos Cartaxeiros! Criou uma situação que prejudicou dezenas de comerciantes, ao tornar o centro da cidade num estaleiro sem que estivesse previsto o arranque da obra”, pode ler-se.
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