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Governadora civil defende manutenção do cargo mesmo se houver regionalização

Sónia Sanfona diz que há funções que não podem ser assumidas por estruturas regionais
Edição de 27.01.2010 | Política
Mesmo que venha a ser concretizada a regionalização os governos civis devem continuar a existir. A ideia foi defendida a semana passada pela Governadora Civil de Santarém, Sónia Sanfona. “A regionalização não dispensa uma figura como o governador civil”, afirmou em entrevista ao Rádio Clube de Santarém.Sónia Sanfona sustenta que há funções que estão atribuídas aos governos civis que não podem ser desempenhadas pelas estruturas regionais. “Mesmo que muitas das competências que hoje estão cometidas aos governos civis passem a estar cometidas às regiões, penso que não será possível dispensar a representatividade do governo central nessas regiões”, sustentou.“Há um conjunto de matérias que estão cometidas aos governos civis que são de coordenação, em colaboração estreita com o governo central, porque o Governo-civil assegura o cumprimento das medidas e das políticas governamentais junto das populações do seu distrito (…) Uma região não estará vocacionada para essas questões de implementação das políticas governamentais e portanto eu julgo que esse estrutura (governo civil) justifica-se, ainda que no âmbito da regionalização”, defendeu a governadora civil de Santarém. Sónia Sanfona que disse defender a criação de regiões correspondentes às actuais cinco regiões plano, ressalvou que apesar da sua posição sobre a manutenção dos governadores civis, não se oporia à extinção do cargo. “Não tenho qualquer problema se o governo decidir fazer uma regionalização num quadro que considere que os governos civis são dispensáveis. Não tenho qualquer problema em aceitar essa regionalização, se entender que ela vem servir melhor as regiões e os cidadãos”.

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