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PS quer debate sobre futuro do Campo Infante da Câmara

PS quer debate sobre futuro do Campo Infante da Câmara

Socialistas de Santarém acusam Moita Flores de atitude autocrática

Pimenta Braz acusa maioria PSD no executivo camarário de protagonizar uma gestão “que não sabe o que quer”.

Edição de 27.01.2010 | Política
A Comissão Política Concelhia do PS de Santarém apela à população e entidades cívicas da cidade, mas também ao executivo municipal de maioria PSD, para que se discuta pública e participadamente o destino a dar ao Campo Infante da Câmara. A posição socialista foi expressa segunda-feira em conferência de imprensa pelo presidente da concelhia recentemente eleito, Pedro Pimenta Braz, uma semana depois de a Câmara de Santarém ter aprovado, apenas com os votos favoráveis do PSD, anular o plano de pormenor do Campo Infante da Câmara e o projecto de loteamento municipal aprovados no mandato do socialista Rui Barreiro (2002-2005). Para Pedro Pimenta Braz, o antigo Campo da Feira, situado no centro da cidade, deve ser a sala de visitas da cidade por questões espaciais mas também sentimentais. Lembrou que no último mandato em que o PS teve maioria na câmara o plano de pormenor resultou de um processo negocial com todas as forças politicas para a realização de uma primeira fase da empreitada. Que nunca chegou a avançar. O projecto aprovado no tempo de Rui Barreiro, de que Pimenta Braz foi vereador, previa ali a implantação de vários equipamentos públicos, como uma biblioteca e um arquivo municipais, uma casa das artes e um centro de acolhimento ao turista. Antevia também a construção de um hotel, uma ampla zona verde e espaços lúdicos e de lazer, além de um parque de estacionamento subterrâneo.“Foi um processo participado em detrimento de comportamento autocrático demonstrado pelo PSD e por Moita Flores ao anularem, sem mais, o loteamento do Campo da Feira. Temos uma autarquia que não sabe o que quer. Argumentavam à força toda que era necessário vender património para pagar dívidas, agora iniciam outro mandato a querer comprar tudo o que mexe: EPC, antigo convento das Donas, presídio, a Atalaia, a celebérrima Casa dos Sabores, a GNR, etc… Se não há tostões para pagar a fornecedores como é que há milhões para pagar megalomanias?” questiona Pimenta Braz. Que considera despropositados os recursos aplicados na obra do Jardim da Liberdade em detrimento do Campo da Feira. O PS Santarém acusa Moita Flores e o PSD de quererem adquirir património em prol do betão, da especulação imobiliária e dos respectivos licenciamentos municipais. O presidente da Câmara de Santarém, Francisco Moita Flores (PSD), justificou a decisão em reunião do executivo com a ideia de instalar no espaço do Campo Infante da Câmara um pavilhão multiusos, entre outros equipamentos, e uma zona de lazer com bares e discotecas que ajudem a dar vida nocturna à cidade. O autarca garante que a requalificação do espaço, com cerca de oito hectares, será uma prioridade no actual mandato. “Esse plano de pormenor é anulado por uma simples razão: este executivo vai mexer finalmente no Campo Infante da Câmara. Não queremos que continue ali aquele martírio e aquela ignomínia para a cidade”, afirmou Moita Flores durante a discussão, sublinhando que essa intervenção faz parte do seu compromisso eleitoral.Pedro Pimenta Braz considera essas opções muito curtas. “As pessoas têm de ser escutadas mesmo que no final a câmara decida da mesma maneira. Aquele é um projecto de cidadania e de memória para quem vive nesta cidade”, afirmou, defendendo que devem ser discutidos os projectos que estiveram ou venham a estar em cima da mesa.
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