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Câmara aceita razões de feirantes e Feira de São Matias realiza-se

Câmara aceita razões de feirantes e Feira de São Matias realiza-se

Autarquia decidiu atribuir os lugares por sorteio mas estes não concordaram

A feira realiza-se entre 19 de Fevereiro e 8 de Março, no espaço adjacente ao Tecnopólo do Vale do Tejo.

Edição de 27.01.2010 | Sociedade
A secular Feira de S. Matias, em Abrantes, correu o risco de não se realizar este ano porque os vendedores de comércio a retalho (roupa, quinquilharia, cerâmica, utensílios de cozinha, objectos de decoração, entre outros artigos) não aceitaram que a atribuição dos lugares fosse efectuada por sorteio, tal como define o “Plano de Organização do Espaço” aprovado pela autarquia. A realização do sorteio estava previsto para segunda-feira, 18 de Janeiro, mas os vendedores boicotaram o “acto público”. O consenso só chegou na terça-feira, 26 de Janeiro, para alívio da presidente da Câmara de Abrantes, Maria do Céu Albuquerque (PS). “A reunião com os vendedores a retalho correu bem porque entenderam o que era a palavra sorteio. Temos 47 lugares para 37 feirantes pelo que só fazemos sorteio se dois vendedores quiserem o mesmo lugar, o que não é o caso”, explicou a O MIRANTE. A feira realiza-se entre 19 de Fevereiro e 8 de Março, no espaço adjacente ao Tecnopólo do Vale do Tejo.Na quarta-feira, 20, visivelmente preocupada com a situação, Maria do Céu Albuquerque (PS), convocou uma conferência de imprensa para dar conta da situação, que assumia ser a mais delicada que enfrentou desde que tomou posse. Para a autarca, as novas regras surgiram “por imposição legal e de modo a garantir um processo democrático e transparente”. “Se os feirantes de venda a retalho se mostrarem irredutíveis, não temos reunidas as condições para a realização da feira”, lamentou na ocasião. Mas acabou por ser a autarquia a recuar.Dúvidas quanto aos equipamentos de diversãoPor outro lado, também existem problemas com os equipamentos de diversão, devido aos certificados de segurança e inspecção dos equipamentos. “A maior parte destes equipamentos não reúne as condições para participar neste tipo de eventos e este é um problema que extravasa as próprias competências municipais”, disse a autarca, manifestando-se “expectante” perante as negociações actualmente em curso entre o Governo e a Associação Portuguesa de Empresas de Diversão (APED). À hora de fecho desta edição, a autarquia aguardava com expectativa os desenvolvimentos desta negociação.Neste ponto, a autarca também se mostra irredutível em fazer cumprir a lei. “Não pode ser a autarquia a assumir a responsabilidade no caso de um acidente com um destes equipamentos”, exemplifica. Recorde-se que em Fevereiro de 1998 esta feira foi palco de um acidente com um carrossel que vitimou uma jovem de 25 anos (ver caixa).“Estamos no início de uma nova era, de uma nova forma de trabalhar estas matérias”, sublinhou a autarca, referindo que “pelo facto da Feira de S. Matias ser a primeira no calendário nacional das feiras” a Câmara de Abrantes é também a primeira a ser confrontada com esta situação. Acidente mortal em carrossel há 12 anosAinda está na memória de alguns o acidente num carrossel ocorrido na Feira de São Matias que vitimou uma mulher de 25 anos e feriu duas pessoas. Foi em Fevereiro de 1998. A jovem, natural de Alcaravela, Abrantes, divertia-se no “Surf Califórnia Show” que, devido à sua velocidade, dá a sensação de movimento de ondas. Caiu de uma altura de três metros, tendo ficado entalada no equipamento. Deu entrada em coma no Hospital de Abrantes mas viria a falecer na sequência das múltiplas lesões internas. Na altura, este divertimento tinha as licenças em ordem, aprovadas pela Direcção Geral de Espectáculos.
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