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Câmara de Constância quer Casa de Camões a funcionar este ano

Espaço, que começou a ser construído há cerca de vinte anos, está praticamente concluído
Edição de 27.01.2010 | Sociedade
O presidente da Câmara Municipal de Constância, Máximo Ferreira (CDU), quer colocar em pleno funcionamento este ano a Casa-Memória Luís de Camões. Um imóvel que começou a ser construído de raiz há cerca de duas décadas, sobre as ruínas de uma casa onde se dizia que terá vivido o poeta, e que nunca esteve aberto ao público com regularidade. O prolongado processo pode no entanto ter fim à vista. A candidatura a fundos europeus feita pela Associação Casa Memória de Camões em Constância, proprietária do imóvel, está no bom caminho e o município garante o financiamento da parte não comparticipada pela União Europeia. Ao todo está em causa um investimento de 454 mil euros, sendo 250 mil assegurados por Bruxelas.Quanto à Casa-Memória de Camões, “a intenção é organizar as duas bibliotecas, a camoniana e a geral, pois os livros estão ainda em caixotes, e pô-la a funcionar, eventualmente, ainda este ano”, diz Máximo Ferreira. Será ainda feita uma musealização do espaço com artigos alusivos à época de Camões, provavelmente com a ajuda do autarca que está a fazer uma pós-graduação em museologia. Há ainda um edifício anexo que se encontra em ruína e que é para ser recuperado.Quando for finalmente inaugurada, a Casa-Memória de Camões não deverá ficar aberta em permanência para poupar nos custos, designadamente com pessoal. O acesso dos visitantes deverá ser feito através dos serviços de turismo da autarquia mediante marcação.Sem meios para fazer face ao investimento e à manutenção do espaço, a associação tem na autarquia um parceiro fundamental. Máximo Ferreira tem consciência disso e garante que essa relação vai ser estreitada. O envolvimento do município vai levar também à intervenção em imóveis degradados situados junto ao jardim-horto camoniano, igualmente propriedade da associação, e onde devem ser instalados os serviços de turismo.Recorde-se que a construção do imóvel, sobranceiro ao rio Tejo, teve como grande impulsionadora a jornalista Manuela de Azevedo, uma apaixonada por Camões que fundou a associação que dirigiu até há poucos anos. A meio da década de 80, quando se reformou do jornalismo, trocou Lisboa por Constância atrás de um sonho que pode estar prestes a concretizar-se em pleno.

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