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Enclausurada e sem acesso a casa

Enclausurada e sem acesso a casa

Portão feito pela vizinha estreita ainda mais acesso à habitação

Vitória Chaparro mora na Rua dos Operários Agrícolas, em Samora Correia, Benavente, há mais de 30 anos e no portão da rua tem apenas sessenta centímetros de acesso à casa em que habita. Um espaço que ficou mais estreito, com a construção de um portão em madeira por parte da vizinha, que lhe deixou apenas 53 centímetros de passagem.

Edição de 27.01.2010 | Sociedade
Vitória Chaparro tem agora apenas 53 centímetros de passagem para aceder à sua casa, na Rua dos Operários Agrícolas nº 25, em Samora Correia, concelho de Benavente. Menos sete centímetros do que na altura em que O MIRANTE noticiou a situação a 3 de Dezembro de 2009.Além do portão da rua que dá acesso às habitações - de apenas 60 centímetros de largura - a vizinha construiu no fim-de-semana um portão de madeira entre as duas propriedades, mais à frente (no caminho que tem que fazer para chegar a casa) estreitando ainda mais o acesso de Vitória Chaparro à habitação.A cinquentenária mora num pátio interior rodeada de muros de cimento e betão e tem de passar pelo terreno da vizinha para conseguir chegar até casa. “A situação cada vez está pior. À minha volta é só muros com mais de três metros. Moro aqui há já trinta anos e os vizinhos foram construindo os muros e agora fico eu aqui enclausurada dentro da minha própria casa, com este acesso que só tem 53 centímetros”, queixa-se. O estreito portão construído agora não permite a passagem do carrinho de compras e dificulta a passagem da bilha do gás, como nos demonstrou a moradora. “Isto são dificuldades que tenho de enfrentar no dia-a-dia. Ainda por cima o portão é muito alto e não podemos passar as coisas por cima”, realça. Mas o que a preocupa mais é a possibilidade de acontecer um azar e os bombeiros não conseguirem passar com as mangueiras ou mesmo com uma maca.O portão apresenta ainda o problema da altura. Vitória Chaparro mede apenas 1,38 metros e o fecho que permite abrir a pequena porta está situado no cimo da estrutura de madeira, a cerca de 1,45 metros. “Eu mal consigo chegar ao cimo do portão para o conseguir abrir! Parece feito de propósito”, sublinha a moradora, inconformada.A querela entre as duas vizinhas já vem de longa data e tem inclusivamente processos em tribunal, por causa do muro de três metros que foi colocado a separar as propriedades. Segundo a moradora, a construção do novo portão deveu-se a uma discussão entre a filha Liliana e a vizinha, que “pôs ali o portão como vingança”.Vitória Chaparro procurou auxílio na Junta de Freguesia de Samora Correia para solucionar o novo problema do acesso, mas como explicou o presidente, “trata-se de um terreno particular onde nem a Câmara nem a Junta de Freguesia têm qualquer autoridade”. Hélio Justino sublinha que se trata de “uma guerra de vizinhos” e que o único papel que a Junta de Freguesia pode ter neste caso é de “tentar mediar a situação, no sentido de encontrar uma solução viável para as duas partes”.O MIRANTE tentou contactar a vizinha de Vitória Chaparro, mas tal não foi possível até ao fecho desta edição.Recorde-se que a Câmara de Benavente já se prontificou a tentar arranjar uma solução para este problema, através de uma permuta, mas até ao momento não foi possível encontrar uma habitação no rés-do-chão, condição pedida por Vitória Chaparro, devido à doença da filha.
Enclausurada e sem acesso a casa

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