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Novo Centro Escolar de Alcobertas já está cheio de defeitos

Novo Centro Escolar de Alcobertas já está cheio de defeitos

Infiltrações de água e pavimentos a levantar são alguns dos problemas detectados

Câmara Municipal de Rio Maior vai pedir explicações ao empreiteiro e persuadi-lo a reparar o que não foi bem feito.

Edição de 27.01.2010 | Sociedade
O novo Centro Escolar de Alcobertas, freguesia do concelho de Rio Maior, ainda cheira a novo e já apresenta problemas de um edifício com décadas. A situação foi dada a conhecer pela vereadora da Câmara de Rio Maior, Sara Fragoso (PSD), durante a reunião do executivo municipal de sexta-feira. O rol de problemas no imóvel, inaugurado a 13 de Setembro, é extenso. Há infiltrações de água no tecto falso da sala de professores que obrigam a intervenções de construção civil. Com as infiltrações os rodapés estão a saltar. Vários espaços da escola estão já com humidade excessiva e há suportes de estruturas em risco de cair em vários locais, explicou a vereadora.Na parede de uma sala de aula a ruptura de um tubo de água não foi reparada. Chove sobre o fogão da cozinha e algumas caixilharias de janelas deixam entrar água da chuva. Como senão bastassem os problemas no interior do edifício escolar, há um deficiente escoamento das águas pluviais na zona de recreio e o deslizamento de terras de uma encosta nas traseiras da escola está a fazer pressão sobre o muro do centro escolar.A reportagem de O MIRANTE esteve nas traseiras da escola e pôde constatar como o terreno é um autêntico rio que corre abundantemente. Há água em vários carreiros que descem na direcção do muro traseiro do centro escolar. A terra e gravilha estão empapadas e basta colocar um pé para se ficar enterrado. A infiltração de água na terra é tanta que parte do morro cedeu e uma oliveira tombou junto à vedação da escola. Também no espaço lateral da escola o terreno está nessas condições e até foi feito um monte com terra para a água drenar por um sumidouro e não invadir o alcatrão do parque de estacionamento.Face a essas condições, Sara Fragoso, que leccionou naquela escola, lamenta o estado do edifício e o deficiente acompanhamento da empreitada pela empresa de fiscalização. “Vamos exigir uma intervenção do empreiteiro para se corrigirem os defeitos, mas é uma pena que estejamos a viver naquela escola as mesmas condições de anteriormente”, afirmou a eleita.O vereador socialista Carlos Nazaré (vice-presidente da câmara no anterior mandato) lembrou que já estará feita a recepção provisória da obra mas ainda não a recepção definitiva por parte da autarquia. Sugeriu que os serviços da câmara elaborem um relatório a exigir a intervenção ao empreiteiro ou, em caso de recusa deste, se accionem as garantias bancárias da obra. “Há que exigir responsabilidades a sério”, acrescentou.O Centro Escolar de Alcobertas teve um custo total de 1.418.290,70 euros, dos quais 870.446,50 euros comparticipados por fundos comunitários. À semelhança dos centros escolares Rio Maior 1 e 2, o Centro Escolar de Alcobertas foi construí-do num tempo recorde de sete meses e meio, tendo-se iniciado o actual ano lectivo já nas novas instalações.
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