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Recolhas de sangue no Hospital de Santarém continuam suspensas

Instalações não cumpriam os requisitos de segurança e não se sabe quando reabrem
Edição de 27.01.2010 | Sociedade
O serviço de recolhas de sangue do Hospital Distrital de Santarém (HDS) está encerrado há sete meses e não se sabe ainda quando vai reabrir. As pessoas que pretendem dar sangue não têm outro local perto para o fazer. Os dadores têm que se deslocar ou ao Hospital de Torres Novas ou de Vila Franca de Xira, ambos a mais de 30 quilómetros de distância. O administrador do HDS, José Josué, disse a O MIRANTE que neste momento é impossível prever quando a situação voltará à normalidade. As recolhas de sangue foram suspensas porque o serviço não cumpria as normas europeias e o hospital deixou de ter reservas próprias para os doentes internados, passando o sangue a ser fornecido pelo Instituto Português do Sangue (IPS). Entidade que recebe sangue proveniente essencialmente de dádivas feitas em hospitais, em recolhas promovidas por grupos de dadores, normalmente ao fim-de-semana ou feitas nos serviços do IPS. Para a reabertura do serviço de recolha é necessário que estejam concluídas obras de readaptação do espaço onde funciona e que ainda não se iniciaram. Neste momento estão a ser feitos os projectos, informou o administrador, acrescentando que estas vão inserir-se num conjunto de obras que incluem o serviço de oncologia, ao lado. José Josué tinha informado em Junho do ano passado que as instalações não cumpriam os requisitos de segurança na recolha de sangue para transfusão em doentes. Um dos problemas tinha a ver com o facto de a consulta de triagem dos dadores funcionar no mesmo espaço em que é feita a recolha, quando a legislação obriga a que se efectuem em locais separados, além do espaço ser demasiado pequeno. José Josué reconhece que o facto de o hospital não estar a fazer recolhas causa “desconforto dos utentes”. “Isso é o que mais nos preocupa”, sublinha. O administrador garante que não há problemas no fornecimento de sangue aos doentes porque as necessidades são satisfeitas “na hora” pelo IPS”, apesar de considerar que é “sempre melhor um hospital ter um serviço próprio”.

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