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Festas de Mação contribuem para dar mais vida a um concelho que luta contra a desertificação

Edição de 23.06.2010 | Sociedade
“Se as festas não se fazem então é que isto morre de todo”Fernando Maria Calhoa, 76 anos, Reformado, OrtigaMesmo em tempos de crise, as festas devem-se fazer sempre. Quem é o diz é Fernando Calhoa, morador em Ortiga, Mação. “Com pouco ou muito dinheiro as festas são do povo. Se não se fazem então é que isto morre de todo”, acentua. É por este motivo que gosta de ir até à Feira Mostra de Mação, onde vê sempre muita gente, aproveitando para saborear a gastronomia da região num dos restaurantes representados. “Tenho lá almoçado muitas vezes e acabo sempre por reencontrar muitos conhecidos”, conta. “As festas desenvolvem o concelho”Clotilde Eusébio, 54 anos, doméstica, OrtigaClotilde Eusébio considera que a Feira Mostra contribui para o desenvolvimento do concelho de Mação uma vez que mostra a quem a visita o que de melhor por cá se faz. “Nem é preciso mandar vir um bom artista dançar. Basta lá estar a dançar e a conviver um bocadinho”, aponta, referindo que o dinheiro, ou a falta dele, não deve ser motivo para que não se realizem. Este ano vai ver a Feira Mostra e gosta particularmente das barraquinhas de artesanato. Sabe de cor o cartaz musical deste ano e por isso é muito provável que vá assistir aos concertos de Deolinda e José Cid. “Uma iniciativa muito benéfica para o concelho”Rafaela Rafael, 23 anos, militar, MaçãoCom um nome bastante original, Rafaela Rafael considera que, por enquanto, a crise não deve ser impeditiva para a organização da Feira Mostra. “Acho que é uma iniciativa muito benéfica para a economia do nosso concelho”, refere, acrescentando que vai às festas sempre que pode. “Dou sempre uma volta pelas barraquinhas de artesanato e costumo assistir aos concertos”, refere. Este ano não é excepção, considerando que tem um bom cartaz musical. “Pelo menos o concerto dos ‘Deolinda’ quero ver”, refere. A jovem considera que Mação tem zonas naturais muito bonitas e que deviam ser melhor exploradas para promoção turística, atraindo mais pessoas a um concelho que sofre de desertificação. “O cartaz musical serve todas as faixas etárias”Francisco Dias Correia, 20 anos, estudante, MaçãoCom crise ou sem crise, as festas devem-se realizar embora haja menos poder económico por parte de quem as visita, diz Francisco Correia. O jovem de Mação elege as tasquinhas e os concertos musicais como os grandes pólos de atracção na Feira Mostra, equacionando participar ainda nas actividades desportivas que se realizam. “O cartaz musical (D’ZRT, Deolinda e José Cid) está bem pensado para as diversas faixas etárias”, sublinha. Francisco considera que a Feira Mostra vem dar mais vida ao concelho, um pouco envelhecido, e que Mação devia tirar mais benefício dos recursos naturais, nomeadamente para explorar o sector do turismo rural.“Se nos encolhermos, ninguém nos conhece”César Marques, 71 anos, comerciante, MaçãoApesar de ter um café aberto ao público, que gere há 16 anos com a esposa, César Marques tenta dar sempre um saltinho até à Feira Mostra de Mação que se realiza ali bem perto. “É uma forma de dar a conhecer a nossa terra a quem nos visita. Se nos encolhermos ninguém nos conhece”, opina, acrescentando que Mação deve deixar de ser conhecido só como a terra dos incêndios. O comerciante gosta de ver o artesanato em exposição e de apreciar os presuntos, que classifica como um “testemunho” da terra. Considera que Mação está no bom caminho e que a aposta na cultura é uma boa estratégia para o seu desenvolvimento económico. “A feira serve para mostrar o concelho aos próprios habitantes”Preciosa Marques, 68 anos, aposentada, MaçãoNa opinião de Preciosa Marques, presidente da Assembleia Municipal de Mação, as festas devem realizar-se todos os anos, embora com algumas condicionantes devido à crise que o país atravessa. “Antigamente organizava-se o Mação Total. Como não havia dinheiro para as duas iniciativas decidiu-se incluir na Feira Mostra um programa de animação que também agradasse aos jovens”, exemplifica. Presença regular destas festas tem dificuldade em apontar o que gosta mais: “Acho que é o conjunto todo. Temos artesanato, gastronomia genuína e uma interessante parte cultural”. Para Preciosa Marques a feira mostra serve ainda para divulgar, junto dos próprios habitantes do concelho, alguns aspectos que desconhecem. “Somos um concelho grande e há muitas pessoas da parte sul que não conhecem a parte norte e vice-versa algo que podem colmatar visitando a Feira Mostra”, sublinha.

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