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Arquivado processo judicial que envolvia ex-presidente da Câmara de Abrantes

“A justiça fez bem o seu trabalho de escrutínio”, frisou o socialista Nelson Carvalho
Edição de 30.06.2010 | Política
O ex-presidente da Câmara Municipal de Abrantes, Nelson Carvalho, anunciou segunda-feira ter sido arquivado um processo judicial em que estava constituído como arguido e que foi instaurado em 2007 pelo Ministério Público. O processo estava associado a supostas irregularidades com a construção de um aterro sanitário na freguesia de Concavada.O caso remonta a 2003, na sequência de uma averiguação realizada ao município pela Inspecção Geral da Administração do Território (IGAT) e que levou a que uma equipa de agentes da Polícia Judiciária (PJ) tivesse solicitado, junto da autarquia, um conjunto suplementar de documentos para análise, como processos administrativos camarários.Nelson Carvalho disse que o processo em que se viu envolvido estava ligado a alegados indícios de crime relativos a obras decorrentes da construção, em 1998, do aterro sanitário intermunicipal de Concavada. “Na ocasião”, continuou, “recebemos alguns relatórios parcelares sobre a actividade desenvolvida na área financeira, recursos humanos, empreitadas, promoções e outros e que apontavam para pequenas irregularidades”.“Rectificámos as irregularidades detectadas, umas por lapso, outras por desconhecimento, mas um alegado diferencial de medição da obra do aterro levou o Ministério Público a remeter a situação para a PJ, que abriu uma investigação e instaurou um processo no qual fui constituído arguido”, explicou Nelson Carvalho.“Hoje”, continuou o ex-autarca, “e após uma equipa de peritagem do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) ter atestado a correcta volumetria do aterro sanitário, recebi a certificação do arquivamento do processo, em despacho proferido pelo procurador do Departamento de Investigação e Acção Penal de Évora”. Nelson Carvalho, que foi presidente da Câmara Municipal de Abrantes durante 16 anos, entre 1993 e 2009, declarou estar sempre de “consciência tranquila”, acrescentando que o arquivamento do despacho engloba o nome de Júlio Bento, seu vereador na altura. “A justiça fez bem o seu trabalho de escrutínio”, frisou, concluindo que “o que moeu foi o tempo que demorou o processo”.

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