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Presidente da Companhia das Lezírias deixa de ser responsável pela Fundação Alter Real

Presidente da Companhia das Lezírias deixa de ser responsável pela Fundação Alter Real

Vítor Barros foi afastado do cargo de presidente da fundação tutelada pela companhia

O Ministério da Agricultura justifica o afastamento de Vítor Barros com a necessidade de fazer um reajuste da estratégia da fundação responsável pela preservação dos cavalos de raça lusitana.

Edição de 30.06.2010 | Política
O presidente da Companhia das Lezírias, em Samora Correia, concelho de Benavente, deixou as funções de presidente da Fundação Alter Real (FAR), que está integrada naquela empresa do Estado. De acordo com uma fonte do Ministério da Agricultura, “houve a necessidade de fazer um reajuste da estratégia e por entendimento entre o ministro da Agricultura, António Serrano e Vítor Barros, este deixou a presidência da FAR”.A fundação está a ser alvo de uma auditoria, desencadeada desde o início do ano pela Inspecção-Geral da Agricultura e Pescas, por ordem do Ministério da Agricultura, por alegados actos de má gestão que originaram vários prejuízos à instituição. Mas o ministério garante que a saída de Vítor Barros daquele organismo “nada tem a ver” com esse processo e adiantou que as conclusões da auditoria deverão ser conhecidas no decorrer desta semana.Apesar da destituição do cargo, Vítor Barros vai manter-se em funções até à próxima assembleia-geral da fundação, em data ainda a definir. A Fundação Alter Real que gere a Coudelaria de Alter do Chão, foi criada a 1 de Março de 2007, após a extinção do Serviço Nacional Coudélico (SNC), no âmbito do Programa de Reestruturação da Administração Central do Estado (PRACE). Vítor Barros está a administrar a Companhia das Lezírias desde o final de 2005. Foi secretário de Estado de Capoulas Santos, na altura ministro da Agricultura, e substituiu na empresa agrícola do Estado, José Salter Cid. A FAR, tutelada pela Companhia das Lezírias, tem como objectivo promover a preservação do património genético da raça lusitana, seja na linha genética da Coudelaria Nacional ou na linha Alter Real, num trabalho que envolve ainda as raças Sorraia e Garrano. A Coudelaria de Alter do Chão, fundada em 1748 por D. João V, desenvolve, actualmente, trabalhos de selecção e melhoramento de cavalos Lusitanos e na área de investigação, possuindo ainda uma unidade clínica dotada de todos os meios para o acompanhamento e tratamento médico.As instalações da Coudelaria de Alter do Chão albergam também um pólo da Universidade de Évora, um espaço dedicado à formação profissional e infra-estruturas hípicas e desportivas bem como um laboratório de genética molecular. O turismo temático e ambiental e a falcoaria são outras das áreas que fazem parte do dia-a-dia da estrutura alentejana.
Presidente da Companhia das Lezírias deixa de ser responsável pela Fundação Alter Real

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