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Distrital do PSD contra portagens na A23 entre Torres Novas e Abrantes

Distrital do PSD contra portagens na A23 entre Torres Novas e Abrantes

Alega que esse troço que atravessa o norte do distrito de Santarém não tem associada uma concessão a uma entidade privada
Edição de 30.06.2010 | Sociedade
Ainda não se sabe em concreto quando entra em vigor, e em que moldes, o pagamento de portagens nas auto-estradas conhecidas por SCUT (sem custos para o utilizador), mas a distrital de Santarém do PSD já deixou claro que é contra o pagamento de portagens na A23, no troço entre o nó da A1 de Torres Novas e a proximidade de Abrantes.A razão apontada é simples e deve-se a uma particularidade que faz desse troço, que atravessa o norte do distrito de Santarém, uma excepção: a A23, “no território do distrito de Santarém, não tem associada uma concessão a um ente privado, não faz parte da concessão entregue às Scutvias”. Ou seja, “a conservação e manutenção desta via são feitas por intervenção directa da empresa Estradas de Portugal”, que gere a rede de estradas nacionais.Segundo o contrato de concessão da A23, promovido por um Governo de António Guterres, a exploração em regime SCUT dessa via que liga Torres Novas à Guarda só se faz a partir de Abrantes. “Neste sentido, não há qualquer justificação técnica ou política que possa promover a introdução de portagens neste troço da A23 (que corresponde ao antigo IP6) porque só a partir da localização de Abrantes/Mação se inicia a concessão à empresa SCUTVIAS”.Recorde-se que a direcção nacional do PSD manifestou-se contra a introdução de portagens em algumas SCUT do norte do país, exigindo que essa medida fosse aplicada em todas as auto-estradas com esse perfil, onde se inclui a A23. Uma exigência que foi aceite pelo Governo socialista e que estava previsto entrar em vigor já a 1 de Julho.A distrital do PSD, liderada pelo deputado Vasco Cunha, recorda que não há nenhuma via alternativa ao troço da A23 e que o pagamento pela utilização entre Torres Novas e Abrantes afectaria a competitividade da economia regional. “Há troços de estradas nacionais, há partes de vias municipais, mas em nenhum dos casos há continuidade ou serviço que faça a ligação que hoje a A23 estabelece entre estes municípios”, lê-se no comunicado da distrital de Santarém do PSD.Comissão de Utentes da Saúde do Médio Tejo promete contestaçãoA Comissão de Utentes da Saúde do Médio Tejo também já se pronunciou contra o eventual pagamento de portagens na A23 no distrito de Santarém referindo que, para além das questões económicas e sociais, essa situação aumentaria as dificuldades de mobilidade entre as três unidades (Abrantes, Tomar e Torres Novas) do Centro Hospitalar do Médio Tejo. “Estaremos ao lado de outras organizações na contestação a esta medida que afecta o bem estar e a saúde das populações”, refere a comissão em comunicado.
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