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O carrilhão surgiu nas suas vidas por acaso

Edição de 30.06.2010 | Sociedade
Ana Elias sempre foi diferente das outras meninas. Aos seis anos recusava-se a cantar as músicas próprias da idade, como a “Joana come a papa”, e adorava ouvir Chopin e Mozart. O que levou os pais a consultarem um médico que apenas “receitou” aulas de música. A música começou a fazer parte da vida de Ana Elias a partir do momento em que nasceu. Na casa dos pais, em Alverca do Ribatejo, o rádio estava sempre ligado e os sons da música clássica ecoavam por todo o espaço. Aos seis anos Ana Elias começou a tocar órgão electrónico. A “obrigação” rapidamente se transformou em fascínio e paixão pela música que a tem levado a voos tão altos que ela própria nunca imaginou. Actualmente percorre o mundo a dar concertos de carrilhão. A irmã Sara seguiu-lhe as pisadas o que permite que toquem carrilhão, muitas vezes, juntas, no duo LUSITANVS.Este inusitado instrumento surgiu na vida de Ana Elias por acaso e marcou definitivamente o seu percurso. Passou a frequentar aulas de carrilhão, sobretudo porque “sempre gostei do que é diferente e esquisito e decidi ver do que é que se tratava”. A certeza de que o seu futuro passava pelo carrilhão surgiu no dia em que, no âmbito das aulas no Instituto Gregoriano de Lisboa, foi a Mafra e ouviu um carrilhão a “sério” pela primeira vez. “Achei lindo o som que saía dos sinos e lembro-me de ter pensado: ora aí está uma coisa que gostaria de fazer para o resto da vida”.

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