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Portugal produziu apenas 20 por cento dos cereais face à campanha anterior

Edição de 01.09.2010 | Economia
Portugal produziu no último Outono/Inverno apenas um quinto dos cereais do mesmo período de 2008/2009, uma das mais baixas campanhas cerealíferas das últimas décadas, segundo as previsões divulgadas pelo INE. O Instituto Nacional de Estatística (INE) fala mesmo em “produções excepcionalmente baixas” e acrescenta serem resultado de uma diminuição das áreas semeadas e da produtividade.Para este facto, acrescenta o INE, contribuiu o alagamento dos terrenos que impossibilitou a realização das adubações de cobertura e das mondas químicas, o que originou a conjugação da carência de nutrientes com uma elevada presença de infestantes.Para a fruticultura, as perspectivas também não são animadoras, com uma previsão de quebra de 30 por cento nos pomares de macieiras e pereiras e de 15 por cento nos pessegueiros. “Apesar dos atrasos verificados nas sementeiras e da redução das áreas, as culturas de Primavera/Verão apresentam um desenvolvimento vegetativo relativamente normal para a época”, acrescenta o INE, no boletim de previsões agrícolas.A superfície de milho de regadio manteve-se pelo segundo ano consecutivo nos 88 mil hectares, sendo o mais baixo das últimas duas décadas, contribuindo para esta situação os valores “pouco atractivos” pagos aos produtores, bem como dificuldades na realização dos trabalhos de sementeira, consequência da saturação dos solos causada pelas elevadas precipitações acumuladas.Apesar do intenso calor de Julho não ter beneficiado as culturas arvenses de sequeiro, as condições climatéricas registadas ao longo do ciclo vegetativo do milho de sequeiro têm favorecido o normal desenvolvimento da cultura, prevendo-se que a produtividade aumente cinco por cento face a 2009. Nas amendoeiras prevê-se uma quebra de produtividade na ordem dos 25 por cento, e na produção de batata de sequeiro uma quebra de 20 por cento, resultado quer da diminuição das áreas plantadas devido às intensas chuvas de Fevereiro e Março e da baixa produtividade.

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