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Uma cidade em festa à espera da requalificação da zona ribeirinha

Muitos habitantes vêem de bom grado a construção da mega urbanização na freguesia

O fim-de-semana vai ser de festa na Póvoa de Santa Iria. Os habitantes preparam-se para quatro dias de animação na cidade. Muitos aceitam bem a ideia de uma nova urbanização à beira rio, mas continuam sobretudo à espera da prometida requalificação riberinha.

Edição de 01.09.2010 | Especial Póvoa de Santa Iria
Fecho das urgências preocupa a populaçãoJorge Alves, 38 anos, empresárioO empresário Jorge Alves, 38 anos, não está contra a construção da nova urbanização projectada para a zona ribeirinha da cidade. “Prefiro que construam do que fiquem os terrenos ao abandono. Mas é preciso salvaguardar o funcionamento de outras infra-estruturas de que precisamos na cidade, como as escolas e o centro de saúde”, diz mostrando-se preocupado com o fecho das urgências na freguesia. “Que venham outras pessoas morar para a Póvoa e para o nosso concelho”, incita o empresário que também vê com bons olhos a construção do Parque Urbano da cidade. A visita às festas da cidade onde reside está todos os anos dependente do seu horário de trabalho. Aprecia as barraquinhas de peticos, mas também os carrosséis. “Tudo faz parte da animação. É uma festa animada e digna para toda a gente da Póvoa. É uma forma das pessoas se encontrarem e se divertirem um bocadinho”, garante.À espera da requalificação da zona ribeirinhaJosé Neves, 51 anos, empresárioJosé Neves, empresário de 51 anos, lamenta que a zona ribeirinha da Póvoa esteja degradada e por isso confessa ter curiosidade no futuro parque urbano. “Não sei até que ponto conseguirão fazer ali um bom parque com todos os insectos que existem, mas é uma obra sem dúvida importante”, defende. O empresário é mais crítico no que toca à construção da nova urbanização. “Actualmente há muitos andares para vender em toda a cidade. Não sei para que servirá mais habitação. E vai cortar a vista do Tejo. Há muito sítio para construir sem ser ali”, refere. O trabalho limita muitos dias a capacidade de José Neves de visitar as festas. Ainda assim confessa que são importantes para a cidade da Póvoa de Santa Iria. “Claro que se puder vou lá dar um passeio mas é sempre difícil. Gosto das festas e ajudo no que posso. São importantes para a cidade para esquecer a crise e os problemas do dia-a-dia”, refere. Falta um sítio para passear e ir à discotecaSusana Moreira, 35 anos, empresáriaSusana Moreira, 35 anos, empresária, defende que o futuro parque urbano da Póvoa de Santa Iria é muito importante para a cidade. “Faz falta um sítio onde possamos passear com as crianças. E quem sabe até uma zona de bares e discotecas. Temos uma população muito jovem que também precisa desses estabelecimentos”, refere. Quanto à construção da nova urbanização é mais crítica. “Chega de prédios de habitação. Acho que a Póvoa já está muito saturada. Não tenho nada contra a construção mas é importante ver se temos infra-estruturas de apoio, como escolas suficientes e serviços sociais. Receber mais pessoas e não ter capacidade de resposta não é bom”, conclui. Todos os anos Susana Moreira visita as festas da Póvoa de Santa Iria. “É uma tradição da terra, acho que tem uma grande organização”, diz. Os artistas que têm vindo são de grande qualidade”, confessa a O MIRANTE. Faltam espaços na cidade para atrair os jovensFátima Silva, 42 anos, recepcionistaO parque urbano que vai ser construído junto ao rio, na Póvoa de Santa Iria, já deveria ter sido construído há 18 anos. Quem o diz é Fátima Silva, 42 anos, recepcionista, que lembra que a obra de requalificação da frente ribeirinha da freguesia é há muito reclamada. A ideia da mega urbanização da Póvoa de Santa Iria também é bem recebida. “Desde que arranjem outro espaço para a festa, para continuarmos com as nossas tradições, não sou contra a urbanização. Já somos muitos mas precisamos de outras estruturas. Dava jeito um centro comercial decente, um cinema e escolas. A nossa juventude está a fugir da Póvoa porque não tem onde se encontrar”, critica. As festas são um pretexto para o encontro de gerações e convívio. Fátima Silva pretende marcar presença todos os dias.Nova urbanização é mais valia para a cidadeAlfredo Marujo, 76 anos, comercianteUma mais valia para a cidade. É assim que Alfredo Marujo, comerciante de 76 anos, define a nova urbanização projectada para a zona ribeirinha da cidade. “Eu sou a favor. O único problema é que aquele local é hoje usado para realizar as festas, mas mesmo assim acho que será benéfico para a Póvoa”, defende. A construção do novo parque urbano na zona ribeirinha também é vista com agrado. “Isso é fantástico”, garante quem se mostra disponível para usá-lo assim que for inaugurado.Ir às festas da Póvoa de Santa Iria é um ritual que Alfredo Marujo não dispensa. “Acho que as festas são importantes para a cidade e um meio de distracção e convívio entre as pessoas. É uma maneira de esquecer a crise”, sugere. As tasquinhas e a animação são o que mais aprecia. Mega urbanização é um bom investimento para a freguesiaMaria Carvalho, 68 anos, empresáriaMaria Carvalho, empresária de 68 anos, vê com bons olhos a construção da nova urbanização da zona ribeirinha da Póvoa. “Aquilo só tem utilidade no dia da festa. No resto do ano está desprezado. São terrenos mortos sem graça. As pessoas não podem dizer que lhes tira a vista porque é mentira. As pessoas que vivem na parte velha da Póvoa já não têm visibilidade nenhuma porque já foram construídos prédios à sua frente”, defende. Para Maria Carvalho o Parque Urbano, também projectado para a freguesia, faz falta. “Será uma maneira de olharmos para aquela zona de forma diferente sem terra e lixo. A empresária não dispensa uma visita às festas da cidade. O único problema que aponta é a questão das acessibilidades. “O acesso pedonal é bom, o problema é a quantidade de carros que se acumulam aqui”, lamenta. Na festa gosta dos petiscos e da tourada. “Nem todos os anos consigo ir devido à minha vida profissional, mas vou sempre que posso”.

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