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Açude insuflável de Abrantes em manutenção

Edição de 01.09.2010 | O Mirante dos Leitores
“Quando Deus queria até do norte chovia”... eis um ditado que muita aplicação acolhe nesta decisão que não é inédita, pois já ocorreu em 2009 e pode desde já, começar a dar lugar a habituação... simplesmente, este ano tem atrás de si um protesto dos pescadores, dos agentes turísticos e da restauração ligados ao Festival da Lampreia a montante do açude. E diante do pedido desses animadores do turismo gastronómico para a câmara abrir as comportas nos primeiros cinco meses de cada ano para permitir a regular subida das espécies, nunca a autarquia se mostrou sensível e recusou mesmo uma proposta nesse sentido, em finais de Junho vinda da oposição PSD. Estranha-se que a mesma câmara se preste com tamanha solicitude a abrir as comportas em Setembro, sem haver a certeza dessa abertura nesta altura ser a mais favorável. Com efeito, a justificação para essa abertura não vai além de “previsivelmente as condições do caudal do Tejo (serem) mais favoráveis”. Quanto à necessidade das espécies subirem o Tejo a montante do açude, aí já não há uma eventual previsão, mas uma certeza natural e absoluta. Não obstante, a autarquia em nada se comoveu. As facilidades a ter com o consórcio empreiteiro pesaram mais forte, junto da autarquia, do que o respeito ecológico pelo bom ambiente e pela preservação das espécies em causa.Resta acrescentar que em Março, Abril ou Maio a quantidade de bancos de areia na envolvente ao açude, poderia custar meia dúzia de horas de máquina na sua remoção, mas não deixaria nunca de constituir um efectivo desvio de qualquer caudal, ainda que “presumivelmente” mais volumoso do que em Setembro, por forma a dar as mesmas garantias de facilidade das obras de manutenção, que a manterem este mesmo calendário não podem deixar de constituir um prejudicial e lamentável corte do acesso ao “espelho de água” em pleno Verão, defraudando imenso as expectativas dos utentes, banhistas e turistas. A menos que a autarquia já reconheça que esses utentes, banhistas e visitantes não sejam realmente, em número tão elevado e tão importantes como a sua propaganda tem apregoado. No limite, quererá agora, por este meio, vir confirmar todas as críticas que antes desmentira, de que afinal o Parque Ribeirinho até passa a maior parte do tempo vazio de utentes?! A uns, todas as facilidades e a outros todos os entraves. Nada que abone a favor deste município. João Baptista Pico

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