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Vereador da cultura de Tomar chama “cobardolas” ao escritor António Lobo Antunes

Edição de 01.09.2010 | O Mirante dos Leitores
Não retiro, naturalmente, uma única linha ao que escrevi, mas permitam-me corrigir a mensagem que, resumida, como naturalmente teve de ser, pode distorcer o objectivo com que foi escrita originalmente. António Lobo Antunes é um reconhecido escritor da língua portuguesa, reconhecido por muitos em Portugal e no Estrangeiro. Como tal é assumidamente uma vedeta. É também convencido e naturalmente pedante, fruto eventualmente do enorme reconhecimento que obteve. Não gosto da sua escrita, mas reconheço que as abordagens estéticas que tirei pela leitura, já há alguns anos, de “Os cús de Judas”, podem não ser a melhor fonte de avaliação a considerar. De toda a forma, o epíteto de “cobardola” é de todo desproporcionado, uma vez que o senhor esclareceu que não foi a Tomar porque se sentiu “enganado” pelo vice-presidente da Entidade Regional de Turismo de Lisboa e Vale do Tejo, Manuel Faria. A ele as minhas públicas desculpas, uma vez que se foi enganado, a minha ira e revolta têm de ser colocadas noutras paragens. Aliás a terminologia usada deve ser entendida e justificada no contexto de uma discussão no facebook e com base na errada informação transmitida pelo vice da Entidade Regional de Turismo que disse publicamente que Lobo Antunes tinha decidido não ir a Tomar por questões de “segurança” uma vez que tinha sido ameaçado por ex-combatentes. E é de todo fácil de perceber a minha revolta. O esforço que a câmara de Tomar tem feito para recuperar a imagem de Tomar, promovendo o que de melhor por aqui se faz e, no preciso fim-de-semana em que um dos eventos-âncora decorria (Festival Bons Sons), perde-se a oportunidade de o mesmo ter destaque por causa da polémica criada através do responsável da entidade que deveria promover o Turismo e não prejudicá-lo. Isso é que não concebo de forma alguma: que poucos destruam o trabalho que dezenas, senão centenas, vêm ordeiramente tecendo à volta da Cidade Templária de Tomar.E desculpem-me a frontalidade, reiterando o que escrevi no facebook: Tomar não precisa de má publicidade e nunca Lobo Antunes, de quem reconheço não gostar como escritor ou pensador, pode ou deve ser molestado, pelo que escreve ou diz. Pelo menos na terra onde sou vereador e, no que de mim dependesse, tal só aconteceria por cima do meu “cadáver”, político, bem entendido. A bem da verdade jornalística, aceitem este meu esclarecimento e desabafo.Luís Ferreira

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