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Anterior executivo da Câmara de Rio Maior assume 350 mil euros de candidatura falhada ao QREN

Edição de 01.09.2010 | Sociedade
Uma promessa de candidatar a construção de um centro de fisioterapia da Misericórdia de Rio Maior ao Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN), que não se concretizou, deixou a câmara municipal com um encargo de 350 mil euros. O executivo anterior, liderado por Silvino Sequeira (PS), pagou logo 50 mil euros à instituição a poucos dias das últimas eleições autárquicas. O actual executivo de maioria social-democrata deliberou na última reunião camarária pagar à Santa Casa uma tranche de 100 mil euros até ao final deste ano e os restantes 200 mil euros nos próximos dois anos. A história começa quando o presidente da autarquia, Silvino Sequeira, que perdeu as eleições para Isaura Morais (PSD), compromete-se a apoiar a construção da infra-estrutura. A ideia era candidatar a obra, que actualmente está em fase de conclusão, aos fundos comunitários através do QREN. Mas, segundo explica o ex-presidente, para tal era necessário que o município tivesse em sua posse o terreno destinado ao equipamento. Chegou-se a colocar a hipótese de cedência desse património à câmara e após a conclusão da obra, orçada em cerca de um milhão de euros, desenvolver uma operação administrativa para fazer retornar a posse do lote para a instituição, segundo explica Silvino Sequeira. O problema é que “a Santa Casa da Misericórdia de Rio Maior entendeu que não devia ceder o terreno”, conta o ex-autarca. Como já havia um compromisso com a Santa Casa, a câmara assumiu pagar 350 mil euros dos seus cofres em prestações até 2012, porque “entendemos que aquele equipamento tinha interesse para a região e para o concelho”, argumenta Silvino Sequeira. Na reunião do executivo de 25 de Agosto foi aprovado por unanimidade autorizar a despesa de 100 mil euros a transferir para a instituição até Dezembro, para dar cumprimento ao que tinha sido assumido. Na altura em que o assunto foi posto à votação, a presidente do município frisou que tinha sido deliberado em 23 de Setembro de 2009, três semanas antes das eleições, contemplar a verba de 350 mil euros no orçamento do município a pagar em prestações mensais durante três anos.

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