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Encerramento das urgências à noite e ao fim-de-semana na Póvoa gera contestação

Encerramento das urgências à noite e ao fim-de-semana na Póvoa gera contestação

População e oposição está contra a medida que entrou em vigor na quarta-feira

Os protestos contra o encerramento das urgências à noite e aos fins-de-semana na Póvoa de Santa Iria já se fizeram ouvir na última reunião da autarquia. A presidente da câmara diz que vai tomar medidas, mas não diz quais.

Edição de 01.09.2010 | Sociedade
A decisão de encerrar o Serviço de Atendimento Complementar (urgências) na Póvoa de Santa Iria à noite e aos fins-de-semana, noticiada por O MIRANTE na edição de 19 Agosto, está a gerar uma onda de protestos por parte da população e da oposição na Câmara Municipal de Vila Franca de Xira (CDU).Vários populares aproveitaram a última reunião do executivo camarário, realizada na tarde de quarta-feira, 25 de Agosto, na freguesia de Vialonga, para se manifestarem contra o encerramento das urgências da Póvoa que passam a encerrar às 20h00 durante a semana (funcionavam até às 22h00) e deixam de funcionar aos fins-de-semana e feriados (funcionavam das 09h00 às 13h00). A medida entrou em vigor esta quarta-feira, 1 de Setembro, e vai obrigar os doentes inscritos (58.954) – com ou sem médico de família – nas unidades de saúde da Póvoa de Santa Iria, Forte da Casa e Vialonga, a deslocarem-se ao Centro de Saúde de Alverca, onde poderão ser assistidos até às 22h00 durante a semana e entre as 09h00 e as 13h00 aos sábados, domingos e feriados.A falta de médicos disponíveis para manter os dois serviços idênticos em funcionamento (Póvoa de Santa Iria e Alverca) é a razão apontada pela directora do Agrupamento de Centros de Saúde de Vila Franca de Xira (ACES XII), Marília Alves, para a concentração do serviço em Alverca.Para a Comissão de Utentes de Saúde de Vialonga, fundada há mais de dez anos, o modelo proposto pela Direcção do Agrupamento de Centros de Saúde de Vila Franca de Xira “não vai melhorar o serviço prestado”, acrescentando que se o argumento é a falta de clínicos “então é fácil deduzir que em Alverca não vai haver um reforço de pessoal médico correspondente ao acréscimo de ocorrências”. “Primeiro reduziram o horário de atendimento em Vialonga mas garantiam o atendimento no Centro de Saúde da Póvoa. Agora pretendem fechar o atendimento na Póvoa e passamos a ser atendidos em Alverca. Depois virá o fecho em Alverca e teremos de ir para Vila Franca de Xira?”, questiona indignada a comissão num ofício levado à reunião.No documento a comissão afirma estar em absoluto desacordo com esta medida e apela aos utentes e a todas as forças vivas das freguesias envolvidas para que tomem uma posição no sentido de se travar esta decisão. Terminam a carta dizendo que o encerramento das urgências na Póvoa de Santa Iria afecta as populações residentes em Vialonga, Póvoa de Santa Iria, Forte da Casa, Arcena, Alverca e Alhandra.A CDU também manifestou o seu desagrado numa declaração política em se pode ler que “não haverá condições para atender tantos utentes, uma vez que o Centro de Saúde de Alverca já é insuficiente para os utentes que ali pertencem”.Depois de ouvir as reclamações da população e da oposição, a presidente da Câmara Municipal de Vila Franca de Xira, Maria da Luz Rosinha, garantiu que, em conjunto com a presidente do Agrupamento de Centros de Saúde de Vila Franca de Xira, vai tomar uma posição junto do Ministério da Saúde, sem no entanto revelar, para já, qual será.Ministra diz que população tem acesso aos serviços de saúdeA Ministra da Saúde diz que o acesso aos serviços de saúde está a ser garantido à população na Póvoa de Santa Iria, concelho de Vila Franca de Xira, onde as urgências encerram à noite e aos fins-de-semana deste quarta-feira. “Aquilo que tem sido feito por todos os serviços e por todos os profissionais é garantir que a população tem acesso aos serviços de saúde. E isso está a ser garantido”, disse a O MIRANTE Ana Jorge à saída do Celeiro da Patriarcal, em Vila Franca de Xira, onde esteve para assistir à cerimómia de assinatura do protocolo para a construção do futuro hospital da cidade.
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