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Incêndios que deflagraram em Alverca estão a ser investigados pela GNR

Incêndios que deflagraram em Alverca estão a ser investigados pela GNR

Fogos surgiram com cerca de hora e meia de intervalo em pontos diferentes da freguesia

Dois fogos deflagraram em Alverca no espaço de uma hora e meia na quarta-feira, 25 de Agosto. Núcelo de Protecção Ambiental do Destacamento da GNR de Vila Franca de Xira está a investigar as ocorrências.Jorge Afonso da Silva

Edição de 01.09.2010 | Sociedade
Os dois incêndios que deflagraram em Alverca do Ribatejo, concelho de Vila Franca de Xira, na tarde de quarta-feira, 25 de Agosto estão a ser investigados pelo Núcleo de Protecção Ambiental (NPA) do Destacamento da GNR de Vila Franca de Xira.O primeiro incêndio começou por volta das 16h15 no Alto da Panasqueira, na localidade de Arcena, com duas frentes activas. O fogo, que consumiu cerca de 10 hectares de mato, esteve perto de habitações, mas a estratégia delineada pelos bombeiros permitiu que o mesmo estivesse dominado por volta das 20h00. Onze pombos de competição morreram por inalação de fumo. Pertenciam a um dos oito columbófilos que têm os pombais no cimo da encosta, onde as chamas quase chegaram.O alerta para o segundo fogo, que começou junto à A1 e se prolongou por uma área de dois hectares de mato, chegando a rondar vários armazéns – situados perto da Estrada Nacional 10 – foi dado cerca de hora e meia depois do primeiro, 17h50. O incêndio foi dominado por volta das 19h45 e a maior dificuldade prendeu-se com o facto de, no local, haver vários montes de pneus abandonados bem como pilhas de entulho, nomeadamente plásticos, que serviram de “combustível”. A proximidade do incêndio obrigou a encerrar uma bomba de gasolina temporariamente e ao condicionamento da A1 e da Estrada Nacional 10 durante algum tempo.“Pergunta-me se foi origem criminosa? Sim. Não vale a pena esconder esse facto. Quem fez isto aproveitou para se livrar dos pneus que ali estavam e que é uma autêntica lixeira”, disse o comandante dos bombeiros voluntários de Alhandra, Jerónimo Caetano, durante as operações.Sem ser tão incisivo na sua conclusão, o comandante da corporação de Alverca deixa, no entanto, algumas suspeitas no ar. “Não nos cabe a nós investigar as causas do incêndio. Mas não há nenhuma ligação com os dois incêndios. São independentes. Há é uma coincidência dos dois incêndios terem começado com pouco mais de uma hora de diferença”, afirma Alberto Fernandes.Inicialmente pensou-se que o segundo incêndio (dista poucos quilómetros do primeiro que se encontra numa zona mais alta) fosse uma projecção. Mas dada a distância essa hipótese foi posta de lado pelos bombeiros. Essa informação foi confirmada pelas autoridades que agora investigam os dois incêndios separadamente. Depois de concluídas as investigações os dois processos crimes seguem para o Ministério Público.Para os dois incêndios foram mobilizados 164 bombeiros de várias corporações do distrito de Lisboa, 50 viaturas operacionais e 2 helicópteros bombardeiros pesados, Kamov. No local estiveram ainda o Governador Civil de Lisboa, António Galamba e o comandante operacional distrital, Elísio de Oliveira.
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