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Nova urbanização de Vila Franca de Xira pode aproveitar água da ETAR

Nova urbanização de Vila Franca de Xira pode aproveitar água da ETAR

Director de exploração da Simtejo lançou ideia durante um debate sobre resíduos e sustentabilidade

A água tratada na ETAR da Simtejo, à beira rio, em Vila Franca de Xira, pode ser utilizada no futuro empreendimento que ali vai nascer tornando a urbanização num espaço sustentável. A água potável seria usada apenas para o estritamente necessário.

Edição de 01.09.2010 | Sociedade
A nova urbanização que vai nascer em Vila Franca de Xira, perto do rio, poderá aproveitar a água tratada da ETAR (Estação de Tratamento de Águas Residuais), que fica ali perto, tornando-se num empreendimento sustentável. O repto foi lançado pelo director de exploração da Simtejo, a empresa responsável pelo tratamento de efluentes no concelho de Vila Franca de Xira, durante um debate sobre resíduos e sustentabilidade, que decorreu na noite de quinta-feira, 26 de Agosto, durante um dos encontros do Observatório de inovação e Desenvolvimento Local, no auditório da Junta de Freguesia de Vila Franca de Xira.José Martins admite que não conhece pormenores do empreendimento, mas garante que é tecnicamente possível adaptar esta realidade ao edifício. Basta para isso que se construa uma rede secundária ao lado. “Na prática a quantidade de tubos em cada casa seria a mesma. A diferença é que seria necessário colocar dois tubos a alimentar cada prédio. Um de água potável e outro de água tratada”, explica José Martins, que lembra no entanto que a situação teria que ser negociada com os Serviços Municipalizados de Água e Saneamento, que fornecem a água, e com os promotores do investimento. A água tratada pela Simtejo é hoje considerada pela empresa como um “produto” de qualidade que pode ser usado, por exemplo, no sistema de rega, em casas de banho, actividades recreativas ou na limpeza a custos mais baixos. José Martins sublinha que apesar dos altos níveis de exigência no tratamento a água tratada não é potável.A ideia é que a água tratada forneça o autoclismo da casa de banho, por exemplo, passando a água potável, um bem esgotável, a ser usada naquilo que é estritamente necessário. José Martins dá o exemplo dao edifício da loja Ikea de Loures que é refrigerado com água proveniente da Etar de Frielas. José Martins diz ainda que o mesmo pode acontecer com o edifício da OGMA – Indústria Aeronáutica, em Alverca, situado do lado de lá da linha de caminho de ferro, perto da ETAR. A ligação ao sistema de saneamento (para evitar a desgarda de resíduos para o rio) implicaria a passagem por baixo da linha de caminho de ferro, uma obra dispendiosa. José Martins sugere uma alternativa: “Uma das hipóteses é ligar directamente à ETAR. Colocando um tubo para ligar à ETAR faz todo o sentido colocar um outro mais pequeno para levar água ao edifício. De certeza que têm aplicações que não exigem água potável”, conclui. Óleos complicam tratamento de água em AlvercaA grande quantidade de óleos alimentares depositada no sistema de Alverca dificulta o processo de tratamento de águas residuais na freguesia. “Uma ETAR com muito óleo é uma ETAR com problemas de funcionamento”, diz o director de exploração da Simtejo, empresa responsável pelo tratamento de efluentes no município de Vila Franca de Xira. José Martins admite que é preciso trabalhar na sensibilização do cidadão comum para minimizar este tipo de efeitos, mas admite que no caso de Alverca a situação é gerada sobretudo por causa dos resíduos de origem industrial, mais do que na cidade de Vila Franca de Xira.
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