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Praça de toiros de Azambuja só vai receber espectáculos depois das obras

Praça de toiros de Azambuja só vai receber espectáculos depois das obras

Relatório do Instituto Electrotécnico Português obriga Poisada a efectuar intervenção

A praça de toiros de Azambuja, propriedade da Poisada do Campino, não pode receber mais espectáculos até realizar obras de remodelação. Um relatório do Instituto Electrotécnico Português obriga a remodelação da instalação eléctrica, dos acessos e das bancadas. Presidente da Poisada do Campino fala em “atentado contra a tauromaquia”.

Edição de 01.09.2010 | Sociedade
Um relatório do Instituto Electrotécnico Português (IEC), realizado em Maio sobre as condições da Praça de Toiros de Azambuja, aponta um conjunto de alterações que deverão ser feitas a curto prazo para que aquela praça desmontável possa voltar a receber espectáculos. Até lá as portas estarão fechadas ao público. A informação foi avançada pelo presidente da Câmara Municipal de Azambuja, Joaquim Ramos, na última reunião pública do executivo e confirmada pelo presidente da direcção da associação “A Poisada do Campino”, proprietária da praça.A inspecção feita pelo IEC detectou irregularidades na instalação eléctrica do espaço, na largura das zonas de acesso ao público e nas dimensões das bancadas. “Fazem também alguns reparos sobre vários varandins, que têm de ser tapados e algumas chapas que têm de ser protegidas”, informou António José Matos, presidente da direcção da associação “A Poisada do Campino” a O MIRANTE.No futuro, para receber espectáculos que necessitem de licença da Inspecção Geral das Actividades Culturais (IGAC) a praça de toiros já deverá ter as obras feitas e um parecer favorável do Instituto Electrotécnico Português.“É mais um atentado contra a tauromaquia porque muitas praças do país, incluíndo a do Campo Pequeno, não têm as dimensões que o IEC nos obriga a ter. A Poisada do Campino não consegue, sozinha, fazer as obras necessárias, por isso encaminhámos o relatório para a Câmara Municipal de Azambuja para ser apreciado mas para já não sei qual vai ser a solução para o espaço”, lamenta António José Matos. Ainda não foi contabilizado o valor de obra que é necessário realizar. O presidente da autarquia, Joaquim Ramos, disse na última reunião do executivo que “é uma matéria que teremos de colocar em marcha”. O tema foi trazido a debate pelo vereador António Jorge Lopes, da Coligação Pelo Futuro da Nossa Terra, que questionou o executivo sobre se os espectáculos realizados na praça durante a Feira de Maio foram feitos antes ou depois da emissão do relatório do IEC. “Não foi feito qualquer espectáculo na Praça de Toiros em contravenção a qualquer parecer”, garantiu Joaquim Ramos. Ainda recentemente, recorde-se, era intenção da Câmara Municipal daeAzambuja, através de uma parceria público-privada, construir um pavilhão multiusos onde hoje se ergue a praça de toiros, um espaço que serviria para várias finalidades, incluindo espectáculos tauromáquicos. Em 2008 a Associação Cultural Poisada do Campino oficializou a cedência das actuais instalações. O lançamento do concurso público estava previsto para o final de 2009 mas nunca se veio a concretizar. O terreno em causa, de acordo com as contas da câmara municipal, tem um valor aproximado de 669 mil euros. A nova arena multiusos iria acolher também a escola de toureio e o grupo de forcados, secções da Associação Cultural Poisada do Campino. Recentemente o projecto foi colocado na gaveta no âmbito do plano de contenção financeira do município.
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