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Responsável desconhece qualquer plano para encerrar extensões de saúde em Tomar

Director executivo do Agrupamento de Centros de Saúde reage a posição de deputados do PSD

Fernando Siborro diz que os deputados e dirigentes do PSD devem estar mais bem informados do que ele, pois até apontam os nomes das extensões de saúde em causa.

Edição de 01.09.2010 | Sociedade
O director executivo do Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) Médio Tejo II – Zêzere diz que desconhece qualquer plano para encerrar extensões de saúde em freguesias rurais do concelho de Tomar. Em declarações a O MIRANTE, Fernando Siborro reagiu à conferência de imprensa dada por deputados do PSD e pela concelhia social-democrata de Tomar, que se manifestaram contra o eventual encerramento de oito extensões de saúde nesse concelho. Fernando Siborro diz que essas posições “para já não têm fundamento nenhum” e acrescenta que os deputados e dirigentes do PSD devem estar mais bem informados do que ele, pois até apontam os nomes das extensões de saúde em causa.Em conferência de imprensa, o presidente da distrital do PSD, o deputado Vasco Cunha, tinha apelado ao Agrupamento de Centros de Saúde do Zêzere, que tutela a rede de saúde primária de Tomar, para que diga “rapidamente” se vai haver o encerramento de alguma extensão de saúde nesse concelho, exigindo ainda que, a haver encerramentos, estes sejam “negociados” com a câmara municipal, com as juntas e com os restantes partidos políticos com representação nos órgãos autárquicos do concelho.Em causa estará o encerramento de oito extensões de saúde nas freguesias do concelho de Tomar, designadamente, nas localidades de Além da Ribeira, Beselga, Carregueiros, Casais, Junceira, Madalena, Serra e São Pedro, segundo divulgou o PSD em comunicado. Neste mesmo comunicado, a concelhia do PSD de Tomar afirma que a gestão deste processo “foi mal conduzida e contradiz o estabelecido e lavrado em acta” de uma reunião do ACES do Zêzere, onde alegadamente terá sido garantido que nenhuma acção seria implementada sem que os autarcas do concelho tivessem conhecimento e fossem ouvidos. O presidente da concelhia, José Delgado, garante que nem a câmara municipal – liderada por uma coligação PSD/PS -, nem as juntas de freguesia foram ouvidas nesse processo e “foram confrontadas” com notícias em meios da imprensa regional em que é referido, por responsáveis do ACES, o provável encerramento destas extensões de saúde. José Delgado classifica o processo como “unilateral e gerido de forma avulsa”, afirmando ainda “não compreender esta atitude economicista que prejudica a qualidade de vida dos habitantes do concelho”. O dirigente social-democrata admite que possam haver encerramentos mas recusa discutir o assunto sem antes conhecer a proposta concreta da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARS). O deputado Vasco Cunha, que esteve acompanhado pela deputada Carina João Oliveira, desafiou as restantes forças políticas do concelho, nomeadamente o PS, a “tomarem posição pública e inequívoca contra estes encerramentos”. “Os responsáveis políticos eleitos neste concelho não sabem quais os critérios que levam ao encerramento mas são depois as autarquias que irão ter que pagar os transportes para que os utentes destas freguesias tenham acesso a outros centros de saúde”, frisou ainda Vasco Cunha.

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