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Utentes da ponte não deixam assunto cair no esquecimento

Vice-presidente do município garante que as acções reivindicativas e de protesto vão continuar
Edição de 01.09.2010 | Sociedade
A Comissão de Utentes Unidos pela Ponte (CUUP) promete não deixar que o encerramento ao trânsito automóvel da travessia sobre o Tejo na zona de Constância caia no esquecimento. E nos últimos dias organizou uma série de manifestações, com destaque para a marcha lenta na manhã de segunda-feira que bloqueou o trânsito junto à ponte da Chamusca, uma das alternativas para os utentes a par da ponte de Abrantes, ambas a cerca de 25 quilómetros de distância.Antes, no mesmo dia (26 de Agosto) em que os presidentes dos municípios de Constância e Vila Nova da Barquinha eram informados pela governadora civil de Santarém que a ponte iria estar fechada pelo menos mais dois meses, mais de 30 elementos concentraram-se em Lisboa em frente ao Ministério das Obras Públicas. Foram à procura de respostas da tutela sobre o que pretende fazer e quando, mas regressaram de mãos a abanar. “Saímos daqui humilhados”, afirmou a porta-voz da CUUP, Júlia Amorim, depois de ter sido recebida por um responsável do ministério que, segundo disse, “não deu quaisquer respostas e recusou o diálogo”.Indignada, Júlia Amorim, também vice-presidente da Câmara de Constância (CDU), anunciou logo novas acções: “Constância está de luto e a partir de sábado vamos espalhar faixas pretas pelo concelho”. A autarca diz que a questão “não se reporta apenas ao dia em que a ponte encerrou, mas aos cerca de 20 anos que andamos em diálogo com vista à resolução de um problema que há muito estava detectado”.Em Lisboa, em declarações aos jornalistas, Júlia Amorim explicou que o motivo da manifestação foi “pedir ao senhor ministro que diga para quando será reaberta a ponte e para quando as obras de reabilitação”, porque, acrescentou, “são muitas as famílias e empresas a sofrer com esta situação e que não têm respostas”.Ana Cristina, moradora no concelho, lembrou em Lisboa a importância da travessia que “leva todos os dias muitas pessoas para o trabalho e muitas crianças para a escola”, questionando: “Com o encerramento da ponte como é que vai ser? Como é que as pessoas vão para o trabalho? E as crianças como é que vão para a escola?”.Também Carlos Simões, empresário na zona, mostrou a sua preocupação. “Nem sei se vale a pena abrir a minha empresa. Os meus clientes estão todos na margem norte, vou deixar de ter procura”, disse. Para os elementos da comissão as pretensões são unânimes: “Claro que a ponte deve ser reabilitada, não estamos contra as obras, mas queremos respostas concretas para organizarmos a nossa vida”.

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