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Crise financeira no Grupo Desportivo de Azambuja ameaça 300 atletas

Crise financeira no Grupo Desportivo de Azambuja ameaça 300 atletas

Clube esteve perto de fechar a porta e acabar com todas as competições

O Grupo Desportivo da Azambuja, um dos maiores clubes da região que alberga 300 atletas, está a atravessar uma grave crise financeira com prejuízos mensais na casa dos 900 euros. Recentemente a direcção ponderou fechar a porta e abandonar as modalidades competitivas.

Edição de 08.09.2010 | Desporto
O Grupo Desportivo da Azambuja (GDA), colectividade com 60 anos de existência que alberga actualmente 300 atletas em várias modalidades, está a atravessar a pior crise financeira da sua história e os seus dirigentes chegaram a admitir fechar as portas no final deste verão a todas as competições. A informação foi confirmada a O MIRANTE pelo presidente do clube, Alexandre Grazina, que adiantou que o GDA tem hoje uma dívida de quase 12 mil euros.“A saúde financeira do clube está muito má, devido ao nivel competitivo que nós temos e ao número de praticantes que temos. O que o GDA recebe neste momento não dá para pagar as inscrições dos jogadores. E depois ainda temos de suportar a época desportiva. Até agora conseguíamos segurar o desporto através de uma livrança que faziamos durante 3 anos ao banco. Só que a partir do momento em que se instalou a crise cortaram-nos o crédito e não temos hipótese”, lamenta o dirigente.O clube recebeu entretanto um adiantamento do seu subsídio anual por parte da Câmara Municipal da Azambuja, na ordem dos 15 mil euros. Uma bolha de oxigénio que vai permitir que a época desportiva se inicie com normalidade. Apesar do apoio o clube fica obrigado a apresentar ao município um relatório detalhado da sua gestão e contas.“Não se pode falar em má gestão da nossa parte. Acredito que haja pessoas que digam que nós não percebemos nada disto. Mas a verdade é que sem uma grande gestão, ao cêntimo, não iriamos conseguir ter o clube de portas abertas. Nos últimos anos tivémos um grande pico a nivel competitivo, o que obrigou a aumentar as despesas”, refere o dirigente. Alexandre Grazina explica que o clube já tem um plano de contenção em cima da mesa e algumas ideias para aumentar as receitas. “Vamos tentar implementar a práctica da ginástica junto das Instituíções Particulares de Solidariedade Social do concelho. Além disso vamos criar uma comissão interna do clube para o promover e organizar provas de angariação de verbas”, explica o nosso interlocutor.Actualmente o GDA tem 800 sócios e modalidades tão variadas como a pesca desportiva, tiro com arco, futsal, futebol e ginástica. Apesar da crise financeira a actual direcção acredita que o cenário vai melhorar e até já aponta como objectivo a requalificação do actual pavilhão do clube.“Temos um projecto em mente que é a tranformação deste pavilhão, que vai custar 400 mil euros e vai ser construído através de um empréstimo bancário que será contraído pelo clube mas que será pago mensalmente pela Câmara Municipal. Para todos os efeitos não vai ter peso nenhum na nossa carteira e a ampliação do pavilhão é também uma grande necessidade do GDA”, explica Alexandre Grazina. “Queremos que venha a ser a alavanca para a recuperação do clube”, conclui.Nos seus 60 anos de existência o GDA tem-se caracterizado por ser um clube eclético, tendo arrancado com secções de pesca, futebol, damas e xadrez. Apesar disso acabaria por ser o ténis de mesa a dar os primeiros títulos regionais e nacionais ao clube, ao mesmo tempo que lançou a sua primeira atleta internacional. Seguiram-se o Taekwondo, Karaté e Ginástica. A época dourada do clube surge nos anos 80, somando vários títulos nacionais do tiro com arco e ténis de mesa. Em 2009 o GDA arrancou com a Escola de Futebol de Sete e no futsal já conta com equipas de infantis, iniciados, juvenis e júniores. “Já tivemos séniores mas neste momento não é possivel. Preferimos acabar com um escalão do que acabar com uma modalidade”, explica o presidente.“Podemos dizer que somos a maior potência desportiva do concelho, não apenas pelo número de atletas mas também porque temos um nivel técnico e competitivo muito acima do que é praticado no concelho. Com tudo isso acabamos por sair penalizados, temos mais despesas”, confessa.
Crise financeira no Grupo Desportivo de Azambuja ameaça 300 atletas

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