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Credores da IFM-Platex aprovam plano de viabilização da empresa

Credores da IFM-Platex aprovam plano de viabilização da empresa

Após 15 meses de luta, os trabalhadores confiam que fábrica de Tomar volte a laborar em breve

A empresa terá agora cerca de 60 dias para pagar as dívidas aos credores, estimadas em 24 milhões de euros. Vão ser reintegrados na empresa 105 dos cerca de 200 trabalhadores.

Edição de 08.09.2010 | Economia
A assembleia de credores da IFM-Platex, empresa com sede em Valbom, Tomar, aprovou o plano de viabilização da empresa, numa reunião que decorreu no Tribunal do Comércio de Lisboa. Segundo Fernando da Cruz Dias, a proposta de viabilização apresentada pelo grupo Investwood teve voto favorável da maioria dos credores representados na assembleia, entre os quais estão os trabalhadores (220 reclamaram créditos), a Segurança Social, o Fisco e dois bancos, entre outros. Ao todo foram reclamados créditos no valor próximo dos 24 milhões de euros, que abrangem pagamento dos salários em atraso e indemnizações aos trabalhadores, dívidas à segurança social e ainda as dívidas aos bancos BES e BCP. Estão também incluídas algumas dívidas a pensionistas e a fornecedores.Segundo o administrador de insolvência, não houve ainda acordo no que diz respeito às condições de pagamento às Finanças, ainda que a aprovação do plano de viabilização tenha sido possível graças a uma proposta que determina que o grupo Investwood aceite as exigências deste organismo público para saldar esta dívida. Como resultado do acordo, no dia 2 de Setembro, foram reintegrados na empresa 105 dos cerca de 200 trabalhadores que ainda mantinham vínculo contratual com a IFM. Quando a empresa entrou em processo de insolvência, em Abril do ano passado, tinha cerca de 250 funcionários, mas algumas dezenas decidiram suspender os contratos de trabalho e encontram-se já fora da empresa. Fernando da Cruz Dias adiantou que ficou acordado o pagamento dos salários em atraso e uma verba correspondente a cerca de 65 por cento das indemnizações devidas aos trabalhadores que não vão são ser reintegrados nos quadros da IFM. Os 105 funcionários que permanecem na empresa vão receber os salários em atraso, embora tenham prescindido de três meses de ordenado, frisou o administrador de insolvência. “Foi uma vitória e o final de uma etapa que durou 15 meses”, sintetizou Aquilino Coelho, do Sindicato da Construção e Madeiras do Sul, para quem este não é o acordo que os trabalhadores desejavam mas é o possível. “Perdoámos à empresa três meses de ordenados em atraso porque o processo de lay-off não foi cumprido na totalidade e, na realidade, só teríamos direito a receber três dos seis meses que estavam previstos nesta situação”, acrescenta o dirigente sindical. A empresa terá agora cerca de 60 dias para pagar as dívidas aos credores, segundo afirma Aquilino Coelho, que aponta o mês de Outubro ou o início de Novembro para o recomeço das actividades da fábrica de Tomar. Quando interrompeu o processo de laboração, a 11 de Abril de 2009, a IFM/Platex exportava cerca de 60 por cento da sua produção e era considerada pelos trabalhadores e pela administração como uma empresa viável embora com falta de liquidez financeira para comprar matérias-primas e prosseguir actividades.Durante este processo de insolvência, a administração da empresa fez um pedido de apoio de cinco milhões de euros ao Instituto de Apoio à Pequenas e Médias Empresas e à Inovação (IAPMEI), para retomar a produção. Este apoio nunca chegou a ser aprovado e, a 26 de Maio, a fábrica entrou processo de ‘lay-off’, a que se seguiu o pedido de insolvência.
Credores da IFM-Platex aprovam plano de viabilização da empresa

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