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Serviços Municipalizados de Abrantes com sistema de telegestão para controlar distribuição de água

Serviços Municipalizados de Abrantes com sistema de telegestão para controlar distribuição de água

Novidade foi dada durante a cerimónia de inauguração da nova sede, um edifício construído de raiz na Zona Industrial
Edição de 08.09.2010 | Economia
Os Serviços Municipalizados de Abrantes (SMA) vão implementar até final deste ano um sistema de telegestão que permite controlar à distância toda a rede de distribuição de água potável no concelho. A novidade foi dada pelo presidente do conselho de administração dos SMA, João Pina da Costa, durante a cerimónia de inauguração do novo edifício que teve lugar segunda-feira, 6 de Setembro. “Temos já na Estação de Tratamento de Água (ETA) um operador, 24 horas por dia, a controlar o sistema de captação e tratamento de água que chega à cidade e ao norte do concelho. Trata-se de um princípio de telegestão uma vez que já temos câmaras de vigilância e uma série de sensores e medidores a verificar se não há nenhuma avaria para termos a capacidade de resposta a curto prazo”, disse a O MIRANTE no final da cerimónia. Numa primeira fase, os SMA querem estender este sistema aos principais sistemas de abastecimento (num total são 17), e numa fase posterior a todo o concelho de forma a obterem um “controle permanente e ao momento” do que se passa em cada sistema. Apesar desta introdução tecnológica, Pina da Costa considera que o munícipe continua a ser “extremamente importante” no que concerne ao alerta das pequenas avarias. Com 110 colaboradores, um orçamento anual de 7 milhões de euros e uma frota de 30 veículos, Pina da Costa, aniversariante nesse dia, considerou a inauguração como o fim de um ciclo, uma vez que as oficinas e os armazéns já funcionavam nesse local desde 2008. Com um custo de 973 mil euros, as novas instalações foram edificadas no Parque Industrial de Abrantes, em zona servida pela rede urbana de autocarros. Pina da Costa referiu que um dos objectivos passa por garantir que a margem sul do concelho “tenha água em abundância e de qualidade como já tem grande parte da zona norte”, anunciando que já foram investidos mais de 500 mil euros na travessia do Tejo com conduta para esse efeito, aproveitando-se as obras do açude. Disse ainda que já estão na posse dos SMA os projectos base para abastecer, a partir do Castelo do Bode, o Rossio ao Sul do Tejo, São Miguel do Rio Torto, Tramagal e Pego. “Até ao final do presente ano, teremos os projectos para São Facundo, Vale das Mós, Bemposta, Concavada e Alvega”, acrescentou.“Uma inauguração caseira”Com todos os serviços a funcionar no local desde 17 de Agosto, o acto simbólico pretendeu assinalar a viragem na história dos SMA e contou com algumas dezenas de convidados. A presidente da câmara, Maria do Céu Albuquerque (PS), considera que o espaço anterior “era antigo” e oferecia “condições pouco dignas” aos funcionários para executar um serviço de relação directa com o cidadão. O novo edifício-sede dos SMA é constituído por dois pisos. No piso 0 foram instalados os serviços administrativos, com um átrio de entrada, sala de atendimento, instalações sanitárias públicas e uma área em espaço aberto onde funcionam os serviços de tesouraria e os sectores administrativos, de contabilidade e informática. Nesse mesmo piso situam-se também os serviços técnicos, gabinetes das chefias e administração, sala de reuniões e um gabinete médico. O piso 1 comporta zonas para arquivo, balneários, zonas técnicas e duas salas polivalentes, que podem ser interligadas, para funções diversas como reuniões e formação. No interior do lote, foi ainda construído um parque com 37 lugares de estacionamento.ARH e universidades Aberta e de Terceira Idade ocupam antigas instalaçõesAs antigas instalações dos Serviços Municipalizados de Abrantes, localizadas no centro histórico da cidade, vão acolher os serviços locais da ARH - Administração da Região Hidrográfica do Tejo, após obras de readaptação, e as universidades da Terceira Idade e Universidade Aberta, disse a O MIRANTE, Maria do Céu Albuquerque à margem da inauguração. “Estamos a falar de dois edifícios que eram compostos pela casa do professor e a escola primária”, sublinhou a autarca, considerando que no caso das universidades já estão reunidas as condições para que iniciem o ano lectivo nesse local.
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