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Águas de Santarém com parceiro privado que dá 15 milhões

Edição de 08.09.2010 | Sociedade
O executivo da Câmara de Santarém encerrou segunda-feira o processo de selecção do parceiro privado que vai ficar com 49 por cento do capital da empresa municipal Águas de Santarém, gestora das redes de água e saneamento básico no concelho. O consórcio Aquainveste foi confirmado como vencedor do concurso público internacional e vai pagar à autarquia 15,3 milhões de euros em duas tranches, a liquidar em Novembro de 2010 e de 2011. O presidente do município, Moita Flores (PSD), enfatizou os benefícios do negócio que vai permitir um forte investimento nos próximos anos, sobretudo na rede de saneamento básico. A proposta do consórcio privado prevê um investimento de 48 milhões de euros em infra-estruturas no prazo de cinco anos, sendo que 30 milhões devem ser aplicados nos dois primeiros anos de contrato.A câmara detém actualmente 100 por cento do capital da Águas de Santarém, avaliado em cerca de 30 milhões de euros e composto pelos activos dos extintos serviços municipalizados e de saneamento da autarquia. Moita Flores congratulou-se pelo desfecho e confessou o “privilégio” que teve em ser protagonista neste processo, que se iniciou com a saída do município do projecto intermunicipal Águas do Ribatejo, liderado pela Comunidade Urbana da Lezíria do Tejo (CULT).“Prometi que nunca permitiria que a Câmara de Santarém fosse espoliada dos seus bens por gente sem escrúpulos”, referiu, dizendo que antes “Santarém era completamente esmifrada não só pelos corvos que a habitam como pelos abutres de fora”. E elogiou as vantagens pela opção assumida, em que a autarquia, para além de ser accionista maioritária, garante no fim do contrato a reversão do património no sector das águas e saneamento.Os dois vereadores do PS votaram contra a decisão, como sempre fizeram ao longo do processo, mantendo a posição de que a autarquia tinha condições para continuar a deter a cem por cento o capital da Águas de Santarém. António Carmo criticou ainda o facto de ter recebido apenas três dias antes a extensa documentação sobre o assunto, e mesmo assim incompleta, referindo que os socialistas farão a sua intervenção de fundo na sessão da assembleia municipal marcada para 17 de Setembro.Filas de horas para pagar facturasCentenas de pessoas acorreram à empresa Águas de Santarém para pagar facturas em atraso mas os serviços responderam com dificuldade à afluência de munícipes. Apenas um funcionário recebeu os pagamentos durante o expediente. Como resultado, houve extensas filas de consumidores que esperaram, em vários dias da semana passada, até ao final da tarde.A Águas de Santarém notificou os devedores a 19 de Agosto dando-lhes dez dias para saldarem as dívidas. Caso contrário a empresa avançaria para o corte do abastecimento aos infractores. Para uma das visadas, Filomena Ferro, não há nada a apontar ao facto de se tentar cobrar facturas em atraso mas considera inadmissível que se dê às pessoas um prazo curto para efectuar os pagamentos e não haja funcionários disponíveis para as atender.“Na segunda-feira (dia 30 de Agosto) estive mais de três horas para ser atendida só não fiquei até às oito da noite porque uma pessoa me deu uma senha com número inferior. Até às 16h30 só esteve um funcionário a atender. Só a partir dessa hora e com dois balcões fechados, foi ajudado por duas funcionárias. O resultado foram inúmeras pessoas que perderam dias e horas de trabalho”, refere a munícipe.O MIRANTE tentou saber mais pormenores da situação por parte da Águas de Santarém, que não respondeu até ao fecho desta edição.

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