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Câmara de Azambuja corta 27 mil euros nos apoios a instituições de solidariedade

Câmara de Azambuja corta 27 mil euros nos apoios a instituições de solidariedade

Redução das ajudas é uma das medidas do plano de austeridade municipal

Vereador da coligação “Pelo futuro da nossa terra” considera que a autarquia está a cortar em despesas prioritárias.

Edição de 08.09.2010 | Sociedade
A Câmara Municipal da Azambuja vai atribuir a nove instituições particulares de solidariedade social (IPSS) do concelho apoios no valor total de 89 mil euros, menos 27 mil euros que no ano passado. As verbas, aprovadas na última reunião do executivo com os votos favoráveis do PS e CDU, serão distribuídas mediante a assinatura de protocolos entre as diversas entidades. Quem vai receber maiores montantes é a Cerci Flor da Vida (39 mil euros). Segue-se o Centro Social e Paroquial de Azambuja (13 mil), a Santa Casa da Misericórdia de Azambuja (10860 euros) e o Centro Social e Paroquial de Aveiras de Cima (10860 euros). Os centros paroquiais e sociais de Alcoentre e Aveiras de Baixo recebem respectivamente 4500 e 3960 euros. Outras instituições contempladas com os apoios são a Casa do Pombal “A Mãe” (1920 euros), Casa do Povo de Manique do Intendente (2 580 euros) e a Associação centro de dia para a terceira idade “Nossa Senhora do Paraíso”, com 2 300 euros.O vereador social-democrata eleito pela coligação “Pelo futuro da nossa terra”, apesar de se abster na votação fez uma declaração de voto a manifestar-se contra a redução nos subsídios da autarquia para as instituições de solidariedade social. António Jorge Lopes acusou a maioria socialista de cortar em despesas prioritárias para aumentar as receitas.“Nós estamos contra a redução de 34,5 por cento nos subsídios às Instituições Particulares de Solidariedade Social e já o tínhamos dito aquando da discussão do plano de austeridade municipal”, afirmou o vereador da coligação PSD/CDS-PP/MPT/PPM. O vereador da oposição contesta ainda que os cortes nestes subsídios surjam “numa altura em que as instituições têm maiores dificuldades financeiras para garantir as valências de apoio à infância e terceira idade”.A redução nos subsídios é de cerca de 27 mil euros e é uma das medidas previstas no plano de austeridade municipal, aprovado em Julho. Neste sentido, a coligação decidiu enviar uma carta a todas as instituições a dar conta da posição que assumiu na última sessão de câmara. A coligação diz que apesar das medidas de austeridade aprovadas, “continua a haver dinheiro mal gasto”, dando como exemplo a pavimentação de um parque de estacionamento junto ao campo de futebol da União Cultural e Desportiva Vilanovense, no valor de 23 mil euros, cuja proposta foi aprovada na mesma reunião do executivo, liderado pelo socialista Joaquim Ramos.
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