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Localização de Centro Escolar Ourém Nascente contestada

Localização de Centro Escolar Ourém Nascente contestada

Pais e oposição defendem localização mais próxima da cidade mas maioria socialista mantém opção

O presidente da câmara diz que na zona apontada pelos contestatários não é permitida a construção.

Edição de 08.09.2010 | Sociedade
O presidente da Câmara Municipal de Ourém, Paulo Fonseca (PS), declarou esta terça-feira que não vai alterar a localização prevista para o Centro Escolar Ourém Nascente, que vai ser construído no lugar de Fontainhas e servir as freguesias de Seiça e Alburitel. Essa opção tem sido contestada pelos vereadores do PSD e por muitos populares e moradores das freguesias em causa, que preferiam uma localização mais próxima de Ourém, onde muitos dos pais trabalham. A alternativa apontada pelos contestatários é o lugar de Alcaidaria.Paulo Fonseca explicou na reunião de câmara que se optou por escolher um local na confluência das duas freguesias à entrada de Ourém, “potenciando no futuro a utilização deste novo equipamento”. O autarca sublinha que a opção por Alcaidaria, “que poderia ser mais consensual”, é inviável já que obrigaria a alterações ao Plano Director Municipal, para permitir a construção, que são morosas e poriam em causa a candidatura a financiamento comunitário. Além disso a autarquia já adquiriu o terreno em Fontainhas.Na sessão da Assembleia Municipal de Ourém realizada sexta-feira, 3 de Setembro, vários populares da freguesia de Seiça entregaram um abaixo-assinado com cerca de 500 assinaturas, manifestando a discordância quanto à localização prevista do Centro Escolar Ourém Nascente. O documento saúda a construção da nova escola, sublinhando que a população é apenas contra a sua localização, prevista para Fontaínhas, freguesia de Seiça. O tema levantou grande discussão ao longo da sessão, com os presidentes de ambas as freguesias a manifestarem-se a favor da localização prevista. Em representação dos pais, Fátima Faria fez notar à assembleia que um encarregado de educação que trabalhe em Ourém não vai voltar para trás, “por uma questão de custos”, preferindo levar os filhos para Ourém. “Há outros locais”, sublinhou, “como a zona da Alcaidaria”. A representante fez notar ainda que apesar de se falarem em cerca de 200 crianças para o centro escolar, feitas as contas pela população não há mais de 130 jovens. “Queremos uma localização que convenha a todos”, apontou, notando também que os acessos a Fontainhas são maus.A mesma opinião foi levantada por Adélia Ribeiro, representante dos encarregados de educação das crianças do jardim-de-infância de Coroados, freguesia de Seiça. Segundo disse, uma conversa com os pais sobre o tema fez reforçar a ideia de que todos preferiam levar as crianças para Ourém caso o centro escolar venha a nascer no local previsto. “Independentemente da cor política, é a vontade da população”, que em três serões reuniu 500 assinaturas contra a localização da futura escola. Antes, na reunião de câmara de 18 de Agosto, os vereadores da oposição PSD tinham também exprimido opinião contrária à localização: “(...) a opção de compra dos terrenos em Fontainhas não foi por ausência de terrenos à venda numa zona mais próxima da sede do concelho – nomeadamente em Alcaidaria – e por isso mais consentânea com o fluxo do movimento das populações. Como pudemos verificar há aí terrenos à venda, o que não houve foi vontade política de alterar o local de construção do centro escolar. Um centro escolar na zona de Alcaidaria permitiria servir outras povoações, recebendo alunos de outros lugares (...)”.
Localização de Centro Escolar Ourém Nascente contestada

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